Cultura
Balé Folclórico da Bahia inicia turnê pelo Rio de Janeiro
Cultura
Com quase 40 anos de fundação, o Balé Folclórico da Bahia começa mais uma turnê que irá percorrer oito cidades brasileiras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país a partir deste fim de semana.

As apresentações do espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”, tem início nesta sexta (22) e sábado (23) pela cidade do Rio de Janeiro. As apresentações serão no Teatro João Caetano, onde o grupo baiano integra a programação do MoviRio Festival.
Criada em 2022, a montagem desta apresentação cravou o retorno do balé afro-baiano aos palcos após o período da pandemia. O espetáculo é inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter viva, tanto financeiramente quanto tecnicamente, como explica José Carlos Arandiba, o Zebrinha, que é um dos coreógrafos do Balé.
“O Balé que você não vê é um projeto que foi criado para mostrar ao mundo tudo aquilo que o balé normalmente não mostra no palco. Tudo aquilo que é feito, o balé tem aula de dança moderna, jazz, afro. Então, esse amálgama, nós montamos o projeto e trazemos para o palco todos os anos. Eu convido todos a vocês para assistir o balé folclórico da Bahia numa nova versão de O Balé que você não vê. E fazer com que a dança continue crescendo e que a dança faça parte da educação e da vida do povo brasileiro”.
São três coreografias concebidas especialmente para esta produção, além de outras já reconhecidas internacionalmente que fazem parte do repertório do grupo de dança. Nestes 37 anos de existência, o grupo de dança, fundado pelo bailarino e antropólogo Walson Botelho e o também bailarino e produtor Ninho Reis, já se apresentou em mais de 300 cidades, em pelo menos 30 países.
A trupe de dança é reconhecida dentro e fora do Brasil pelas coreografias criadas a partir de danças folclóricas e populares ligadas a temas da diáspora africana. Entre os vários títulos e premiações, o Balé Folclórico da Bahia foi reconhecido em maio passado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República e o Ministério da Cultura.
Após o Rio de Janeiro, a turnê segue até outubro passando por Campinas, São Paulo e Franca, no estado paulista; Florianópolis, Santa Catarina; em seguida para a capital de Goiás, Goiânia; encerrando no Rio Grande do Sul, nas cidades de Porto Alegre e Novo Hamburgo.
As datas e locais estão disponíveis nas redes sociais do Balé.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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