Cultura
Banda e Orquestra Sinfônica do Recife celebram período junino
Cultura
Os instrumentos de cordas, madeiras, metais e percussão da Banda e da Orquestra Sinfônica do Recife também vão celebrar o período junino com todos os seus acordes. Nesta quarta (18) e quinta-feira, na capital pernambucana, os músicos dos dois grupos vão promover o encontro entre o erudito e a música popular dos arraiás em duas apresentações especiais e gratuitas abertas ao público.

Hoje, a partir das 20h, acontece o concerto da Banda Sinfônica do Recife, no Teatro do Parque, que vai contar com a participação do poeta do forró pernambucano, o cantor e compositor Petrúcio Amorim. Com regência de Nilson Lopes, o concerto da Banda vai passear pelo repertório de Petrúcio, além de outras referência do cancioneiro nordestino como Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal.
Já na quinta-feira, também a partir das 20h, o São João sinfônico fica por conta da Orquestra do Recife, que sobe ao palco principal do Sítio Trindade, um dos arraiás mais tradicionais da capital. Os músicos regidos pelo maestro Lanfranco Marcelletti vão apresentar cinco peças musicais para homenagear também vários compositores que no presentearam com clássicos do forró, xaxado e baião. A apresentação vai contar com a participação das cantoras Mariana Aydar e Bia Marinho e dos sanfoneiros Beto Hortis e Marcelo Caldi, que também assinam alguns arranjos do repertório que será apresentado.
Os ingressos para apresentação da Banda Sinfônica, que acontece logo mais, vão ser distribuídos na bilheteria do Teatro do Parque, a partir das 19h. Já a entrada para o concerto da Orquestra, amanhã, está liberada para todo o público do arraial do Sítio Trindade, localizado no bairro Casa Amarela.
Cultura
Morre Luiz Carlos Barreto, referência do cinema nacional
O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Um dos maiores produtores do cinema nacional, Barreto produziu clássicos como “Terra em Transe” e “Vidas Secas”.

Em reconhecimento à contribuição de sua obra para a cultura brasileira, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias.
Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para tratar uma infecção pulmonar.
Amor ao Cinema
A trajetória de mais de 60 anos de Barreto foi marcada pelo amor à sétima arte. O cearense de Sobral começou a carreira como fotógrafo da Revista O Cruzeiro, na década de 1950, no Rio de Janeiro.
No cinema, estreou como um dos roteiristas da ficção policial “O Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, lançada em 1962. No ano seguinte, fundou a L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, Lucy, e teve papel importante na defesa do cinema nacional durante a ditadura militar. A estreia na produção veio com o longa “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, um dos filmes-chave do movimento Cinema Novo.
Com mais de 50 filmes produzidos, destacam-se títulos como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; “O Beijo no Asfalto” e “Dona Flor e seus dois maridos”, ambos dirigidos por Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos. O último foi sucesso de crítica e de público e se manteve por mais de 30 anos como a maior bilheteria do cinema nacional.
Barretão
Barretão, como era conhecido, foi indicado duas vezes ao Oscar pelos filmes “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, também filho de Luiz Carlos, e “O Que é isso, Companheiro?” de Bruno Barreto.
Entidades do audiovisual e profissionais do setor lamentaram a morte de Luiz Carlos Barreto. A Ancine, Agência Nacional do Cinema, afirmou em nota que “Barretão falava em cinema brasileiro com identidade, ousadia e vocação própria” e que “sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.”
A Academia Brasileira de Letras destacou que Barreto “formou gerações de cineastas que certamente encontrarão nele uma inspiração”. A insituição também ressaltou seu papel como “articulador político importante, sempre atuando na defesa do audiovisual brasileiro e na discussão sobre políticas públicas para o cinema.
O velório de Luis Carlos Barreto vai ser realizado nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio, na Zona Sul da capital fluminense. O corpo será cremado no Memorial do Caju, na Zona Norte.
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