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Banda e Orquestra Sinfônica do Recife celebram período junino

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Os instrumentos de cordas, madeiras, metais e percussão da Banda e da Orquestra Sinfônica do Recife também vão celebrar o período junino com todos os seus acordes. Nesta quarta (18) e quinta-feira, na capital pernambucana, os músicos dos dois grupos vão promover o encontro entre o erudito e a música popular dos arraiás em duas apresentações especiais e gratuitas abertas ao público.

Hoje, a partir das 20h, acontece o concerto da Banda Sinfônica do Recife, no Teatro do Parque, que vai contar com a participação do poeta do forró pernambucano, o cantor e compositor Petrúcio Amorim. Com regência de Nilson Lopes, o concerto da Banda vai passear pelo repertório de Petrúcio, além de outras referência do cancioneiro nordestino como Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal.

Já na quinta-feira, também a partir das 20h, o São João sinfônico fica por conta da Orquestra do Recife, que sobe ao palco principal do Sítio Trindade, um dos arraiás mais tradicionais da capital. Os músicos regidos pelo maestro Lanfranco Marcelletti vão apresentar cinco peças musicais para homenagear também vários compositores que no presentearam com clássicos do forró, xaxado e baião. A apresentação vai contar com a participação das cantoras Mariana Aydar e Bia Marinho e dos sanfoneiros Beto Hortis e Marcelo Caldi, que também assinam alguns arranjos do repertório que será apresentado.

Os ingressos para apresentação da Banda Sinfônica, que acontece logo mais, vão ser distribuídos na bilheteria do Teatro do Parque, a partir das 19h. Já a entrada para o concerto da Orquestra, amanhã, está liberada para todo o público do arraial do Sítio Trindade, localizado no bairro Casa Amarela.


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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