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Bienal do Livro de São Paulo deve receber mais de 700 mil pessoas

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A Bienal Internacional do Livro de São Paulo começa nesta sexta-feira (4). O evento chega à edição de número 28 com a presença de cerca de 350 autores e expectativa de receber mais de 700 mil pessoas. 

Até o dia 13 de setembro, o Distrito Anhembi se torna o destino dos apaixonados por livros. O evento traz cerca de 270 expositores e onze espaços temáticos, dedicados a debates sobre literatura, discussões sobre mercado editorial, atividades educativas, apresentação de cordelistas e repentistas, além de um estúdio com mais de 30 transmissões ao vivo em formato videocast e encontros com autores reconhecidos pelo Prêmio Jabuti. 

A abertura das palestras fica por conta da escritora Conceição Evaristo, que fala sobre seus 80 anos de escrevivência, na conversa sobre memória e ancestralidade em sua obra com a escritora Eliana Alves Cruz. 


Rio de Janeiro (RJ), 20/07/2023 - A escritora Conceição Evaristo lança a Casa Escrevivência, um espaço aberto ao público com biblioteca, no Largo da Prainha. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 20/07/2023 - A escritora Conceição Evaristo lança a Casa Escrevivência, um espaço aberto ao público com biblioteca, no Largo da Prainha. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Encontro entre as escritoras Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz abre ciclo de palestras na 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Bienal do Livro reúne mais de 300 autores de gêneros e estilos variados, como Andrea del Fuego, Socorro Acioli, Daniel Munduruku e José Falero

Uma das grandes obras da literatura brasileira, “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, é celebrada nos 70 anos de sua publicação em uma mesa que reúne o escritor moçambicano Mia Couto, a escritora brasileira Bruna Lombardi e o crítico literário Italo Moriconi. 

Entre as novidades deste ano estão a Alameda dos Artistas, dedicada às histórias em quadrinhos brasileiras, com encontros entre leitores e quadrinistas, e um espaço que vai discutir saúde e bem-estar. 

O evento oferece a política de cashback para incentivar a compra de livros durante a visita, valendo inclusive para os ingressos noturnos, após as 17h. O valor desses gastos pode ser convertido integralmente em créditos para compra de livros na Bienal.

Um transfer gratuito vai levar e trazer o público ao metrô Portuguesa-Tietê a partir de uma hora antes e até uma hora depois do encerramento. O ingresso custa entre R$15 e R$ 30, e a entrada é gratuita para quem tem credencial plena do Sesc. Alguns dias já estão com ingressos esgotados. Os detalhes estão no site bienaldolivrosp.com.br.http://bienaldolivrosp.com.br

 

 


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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