Cultura
Campanha reforça proteção de crianças no Carnaval 2026
Cultura
O carnaval está chegando e é importante garantir a folia das crianças, sem esquecer da segurança. Por isso, assim como acontece todos os anos, foi lançada a campanha “Pule, Brinque e Cuide” para a proteção de crianças e adolescentes no Carnaval 2026.

A ideia dessa campanha lançada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, é mobilizar a sociedade em torno da proteção de crianças e adolescentes no Carnaval deste ano.
Este ano, a campanha tem como tema “Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes”.
O objetivo, mais uma vez, é criar uma conscientização de responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, especialmente o abuso, à exploração sexual, o trabalho infantil e outras situações de vulnerabilidade, como destaca o secretário Nacional Substituto dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério, Fábio Meirelles.
” A gente sabe que o Carnaval é uma das maiores expressões culturais do nosso país. E ele precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para as meninas e para os meninos. Essa campanha busca, então, mobilizar foliões, famílias, trabalhadores informais, comerciantes, organizadores de eventos, gestores públicos para corresponsabilidade na garantia de um ambiente seguro e respeitoso aos direitos humanos.”
Fábio destaca ações de parceria da campanha em dois dos principais polos carnavalescos do país.
” Em Salvador, por exemplo, o plantão integrado de proteção aos direitos humanos, ele é coordenado pelo governo do estado da Bahia e durante o carnaval ele reforça a atuação conjunta de diversos órgãos na prevenção, identificação e encaminhamento de situações de violação de direitos. Já em Recife, o Carnaval de Direitos, coordenado pela prefeitura daquele município, ele organiza a “Casa do Pequeno Folião”, os espaços de proteção nos polos carnavalescos e eles têm o objetivo de identificar, abordar e encaminhar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ao trabalho infantil.”
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também preparou um Guia de Proteção Integral de Crianças e Adolescentes em Grandes Eventos, que orienta gestores públicos e profissionais da rede de proteção sobre planejamento, governança, ações preventivas, plantões integrados, fluxos de atendimento e resposta rápida a violações de direitos. O Disque 100 permanece disponível como canal nacional para denúncias.
Cultura
São Luís sedia 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba neste sábado
Se a temporada dos festejos juninos acabou, São Luís reforça que a temporada do bumba boi do Maranhão acontece o ano inteiro. Neste sábado (25), a capital maranhense sedia a edição de número 31 do Festival de Boi de Zabumba, que começa às 19h, no Largo da Antiga Barrigudeira, no bairro Monte Castelo.

O festival deste ano presta homenagem ao Boi de Carutapera, fundado em 1965, e à folclorista Therezinha Jansen, que faleceu em 2008. Dona Therezinha foi a primeira mulher a dirigir um grupo de bumba meu boi no Maranhão: o Boi da Fé em Deus e o Tambor de Crioula Amor de São Benedito, ambos na capital maranhense.
A expectativa é que mais de 15 grupos de bumba boi do estado passem pela festa, entre eles, o Boi Brilho de São João Liberdade 2, anfitrião do evento; Boi da Fé em Deus; Boi da Liberdade; de Guimarães; de Dona Zeca; e o Orgulho de Pinheiro.
Zabumba
Surgido nas fazendas e senzalas da região da Baixada Maranhense ainda no século 18, o sotaque de zabumba é considerado a manifestação mais antiga ligada ao bumba meu boi do Maranhão. Ao longo dos anos, passaram a existir diversos modos de brincar o festejo, conhecidos como sotaques. Entre os mais reconhecidos estão os de matraca, zabumba, baixada, costa de mão e orquestra.
Em 2016, o Festival de Boi de Zabumba foi reconhecido pelo Iphan com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, como manifestação de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Já o bumba meu boi do Maranhão foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011, no Livro das Celebrações. Em 2019, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Em seu livro “Bumba Meu Boi no Maranhão”, o autor Américo Azevedo Neto apresenta características dos grupos de zabumba: “O sotaque de zabumba tem a singularidade em manter os saberes técnicos originais, como a comédia, os personagens, o toque, os cantos e as danças, além da peculiaridade das indumentárias. O ritmo é definido pelas zabumbas rústicas (feitas à mão, de madeira retirada do mangue em data certa, com lua apropriada, seguindo a tradição) arrochadas na corda. Os pandeiros são confeccionados de jenipapo e cobertos com couro. Os brincantes organizam-se nos papéis de amo, indígenas, rajados, vaqueiros, palhaços, pai Francisco, Catirina, assim como o próprio boi.”
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