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Ceará tem Carnaval alternativo com tradicional festival de jazz

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A região de Maciço de Baturité, no Ceará, volta a ser refúgio da música durante o carnaval. Trata-se da 27ª edição do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, que acontece de 14 a 17 de fevereiro, transformando a cidade em um ponto de encontro cultural e de diversidade sonora. 

Gratuito, o evento reúne atrações cearenses, nacionais e internacionais em uma programação que passeia pelo jazz, blues, música instrumental brasileira e outras vertentes musicais.

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A proposta é oferecer um carnaval com trilha sonora diferente, em uma cidade pequena onde público e músicos compartilham experiências para além dos palcos. A diretora do Festival de Jazz e Blues, Maria Amélia Mamede, detalha a programação. 

“Entre os nomes estão a cantora, compositora e violonista Rosa Passos; o mineiro Beto Guedes; o instrumentista, cantor e compositor senegalês Momi Maiga; o paulista Fauzi Beydoun, e a voz marcante da lendária banda de reggae maranhense Tribo de Jah. Teremos também, de volta ao Festival de Jazz e Blues, o violonista Nicolas Krassik, e a jovem cantora Analu Sampaio, uma revelação descoberta por Roberto Menescal. E grandes representantes da música instrumental que se faz hoje no Ceará. Um deles, o multi-instrumentista Moacir Bedê, e o baterista Adriano Azevedo.”

Vale destacar que a formação cultural é um dos pilares do evento. O projeto “Música é para a Vida” promove oficinas e atividades de musicalização para crianças, jovens e comunidade, reforçando a música como ferramenta de educação, inclusão e transformação social. 

As ações acontecem em espaços como a Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga e o Teatro Rachel de Queiroz.
 


Fonte: EBC Cultura

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Dia do Livro: como o cinema e o carnaval impulsionam a venda de livros

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Entre as expressões artísticas que retratam a realidade, o cinema é considerado a sétima arte porque é capaz de reunir todas as demais: música, dança, pintura, escultura, arquitetura e literatura. Neste Dia do Livro, vale lembrar que, apesar das adaptações para as telas, a leitura garante que a história contada seja imaginada a gosto de cada leitor. Mesmo assim, há quem seja apaixonado pela leitura, mas não abre mão de conferir a adaptação da obra nos cinemas, por exemplo. É o caso da química Alícia Fuentes, de Brasília.

Eu gosto, por exemplo, de ler os livros antes da adaptação. Ver como o autor escreveu e tudo mais, para depois ver como foi adaptado. E aí ver aquele universo que eu só tinha imaginado, né, na tela, foi como poder viver aquela história de novo. Melhor ainda do que o livro, às vezes, em determinados momentos. Por isso que eu acho que, assim, vale muito a pena ler o livro antes da tela, porque eu acho que você vive a história duas vezes.

A escritora alagoana Cibele Tenório considera que as diferentes formas de arte se retroalimentam. Também apresentadora da Rádio Nacional da EBC, Cibele acredita, com base na própria experiência, que um bom filme pode levar o espectador à busca pelo livro, o que acaba sendo um incentivo à leitura.

Muitas vezes, o meu mundo foi povoado por filmes na infância, adolescência, que eram baseados em livros e eu nem sabia. E só depois eu ia descobrir que aquelas obras que eu amava eram, né, baseadas em livros. E muitas vezes essas obras me levaram para a fonte original, que era o livro. Eu acho que são coisas que se retroalimentam. Eu acho que é incrível quando outras manifestações artísticas podem fazer as suas interpretações dessas obras, o que não substitui também a leitura do livro.

No cinema, o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, levou o primeiro Oscar brasileiro de Melhor Filme Internacional no ano passado. A história original foi contada no livro de mesmo nome, escrito pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens Paiva. A obra, lançada em 2015, viu as vendas explodirem dez anos depois.

Cibele Tenório escreveu a biografia da sufragista alagoana Almerinda Gama. Ela revela que se sentiria honrada caso o livro fosse adaptado em um roteiro de filme e, mais ainda, se a história de Almerinda ganhasse outra forma de narrativa.

Eu acho muito legal série, filme. Pra mim seria uma honra se um dia, né, o meu livro “Almerinda Gama: A Sufragista Negra” fosse tema de qualquer adaptação, mas em especial das escolas de samba, que eu acho também que é um jeito tão único que a gente tem de contar histórias no Brasil, popularizar o livro, para que ele saia dessa coisa da livraria, da estante, e também ganhe as ruas. Eu acho que uma coisa retroalimenta a outra e eu acho muito saudável isso.

Assim como “Ainda Estou Aqui”, também esgotaram nas prateleiras os exemplares de “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves. A obra, com quase mil páginas, fez sucesso no enredo da escola de samba Portela, o que aumentou o interesse dos leitores em conhecer de perto o livro original.

As adaptações de obras literárias devem respeitar os direitos autorais. Para que vire filme, é preciso que o título já esteja em domínio público. No Brasil, isso acontece 70 anos após a morte do autor. A obra também pode ser licenciada com autorização para adaptação, conforme explica o advogado especialista em direito autoral, Paulo Palhares.

A obra audiovisual é uma obra derivada da obra original. Então, em todos os casos, é preciso se referir a essa adaptação de que essa obra é uma obra derivada de um original. E é preciso garantir que, ou ela esteja em domínio público, ou que os direitos para a adaptação tenham sido licenciados pelos seus titulares. Garantir também que aquelas pessoas que eventualmente sejam responsáveis por fazer essa adaptação — isto é, quem vai transformar aquela obra literária em um roteiro — também tenham seus direitos e as suas obrigações regulados num contrato.

Desde 1995, a UNESCO celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais em 23 de abril, data que marca a morte de grandes escritores mundiais como William Shakespeare.

*Com produção de Beatriz Evaristo e Dayane Victor.

Fonte: EBC Cultura

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