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Cidade do RS é escolhida em lista da ONU ligada ao turismo

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Herança italiana, paisagens deslumbrantes e um rico patrimônio histórico e arquitetônico. Foi com esses encantos que a cidade de Antônio Prado, na Serra Gaúcha, foi escolhida pelas Nações Unidas como uma das 50 melhores vilas turísticas do mundo. O reconhecimento internacional coloca o município entre os destinos mais sustentáveis e inovadores do planeta. Fundada em 1886, Antônio Prado é conhecida como a cidade mais italiana do Brasil. Possui 48 construções tombadas, configurando o maior acervo dessa imigração no país. A tradição, contudo, vai além das fachadas. A cidade oferece muita cultura e gastronomia, com destaque para eventos como a Festa Nacional da Massa e a Noite Italiana. Segundo a secretária de turismo de Antônio Prado, Patrícia Schenkel, o prêmio reconhece o trabalho conjunto da comunidade.

“Este resultado, ele é a soma da cultura preservada em cada pradense, somado às políticas públicas dos últimos anos, baseada nos três pilares da sustentabilidade: ambiental, social e econômica. E não só nas políticas públicas do turismo, quanto o turismo perpassa em todas as áreas, desde saúde, educação, infraestrutura, é tudo interligado, né”, diz.

O selo da ONU Turismo reconhece vilas e pequenos municípios que são exemplos de sustentabilidade, inovação e inclusão social no turismo. O município foi selecionado entre 270 candidaturas de 65 países, sendo o único brasileiro escolhido em 2025. O prefeito de Antônio Prado, Roberto Dalle, destaca o trabalho coletivo construído com planejamento e comprometimento.

“Preparamos durante cinco anos esse projeto, as políticas públicas das ODS voltadas às vilas que se mantêm sustentáveis no mundo. A toda a comunidade pradense, é um momento de muita história e de muitas oportunidades que nós vamos ter pela frente para nossa cidade”, diz.

O selo da ONU destaca a excelência do turismo rural e de base comunitária, pautado pela autenticidade e pela hospitalidade. Esta é a segunda vez que o Brasil se destaca na lista. Em 2021, o vilarejo de Têxtil Alto, em Pomerode, em Santa Catarina, também obteve o reconhecimento. 


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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