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Cinema Brasileiro: 120 anos de inovação, reinvenção e consagração

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Dezenove de junho é celebrado o Dia do Cinema Brasileiro. Foi nessa data, em 1898, que o ítalo-brasileiro Afonso Segreto registrou, com sua câmera, as primeiras imagens realizadas em solo nacional.

Enquanto voltava da França a bordo do navio Brésil, Segreto fez imagens das paisagens da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Mais de 120 anos depois, o cinema nacional passou por fases de inovação, crise, reinvenção e consagração internacional.

A produção audiovisual brasileira ganhou ainda mais destaque no exterior recentemente com a conquista do Oscar por Ainda Estou Aqui, primeiro filme brasileiro a levar a estatueta, e pelas premiações de O Agente Secreto no Festival de Cannes.

Neste 19 de junho, uma reflexão do premiado cineasta brasileiro Vladimir Carvalho, falecido em outubro de 2024, destaca o poder transformador da sétima arte.

“Ah, o filme é político, então ele é bom. Não, às vezes tem filmes políticos, tem filmes que não têm nenhuma intenção de ser político e são profundamente motivadores e até transformadores das várias mentalidades.”

No ano passado, o Brasil alcançou 3.518 salas de cinema em funcionamento. Para celebrar a data, o Ministério da Cultura fez um balanço das ações de incentivo à produção audiovisual brasileira. 

Na segunda-feira, o Ministério lançou o edital Arranjos Regionais do Audiovisual, que vai destinar R$ 300 milhões para a produção audiovisual em todo o Brasil, com foco na nacionalização dos investimentos e no fortalecimento de iniciativas locais.

De acordo com o Ministério, nos últimos dois anos, foram investidos quase R$ 5 bilhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual e Leis de Incentivo geridas pela Agência Nacional do Cinema, além de outros R$ 2,8 bilhões provenientes da Lei Paulo Gustavo.

Outro destaque é o lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil, que vai oferecer um serviço público gratuito dedicado à produção audiovisual brasileira, acessível a toda população. Segundo a pasta, já foram destinados mais de R$ 4 milhões para o licenciamento de 447 obras.


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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