Cultura

Concurso Foto Preta está com inscrições abertas até 6 de outubro

Publicado em

Cultura

O concurso “Foto Preta: Mostra da Fotografia Negra de Pernambuco” está com inscrições abertas até o dia 6 de outubro. Podem participar fotógrafos pretos — profissionais, amadores ou quem simplesmente ama registrar momentos com a câmera.

Pessoas pretas, maiores de 18 anos que moram em Pernambuco — sejam ou não pernambucanas — podem se inscrever para concorrer a R$ 12.500 em prêmios. O formulário está disponível na bio do Instagram @mostrafotopreta.

Ronald Cruz, fotógrafo recifense e curador da mostra, explica que o objetivo é difundir a fotografia negra contemporânea no estado, usando as imagens como instrumentos de memória, identidade e ancestralidade:

“Segurar uma câmera é mais do que olhar: é trazer à tona memórias que caminham por séculos, que atravessam oceanos e seguem vivas dentro de nós. Cada clique é resistência. Cada fotografia é afirmação. Nossa história pulsa, respira, existe. Não importa o cenário, não importa o objeto. Sua câmera pode ser qualquer uma. O que importa é o olhar único e profundo que só você pode dar.”

Ronald reforça que as fotografias precisam, obrigatoriamente, dialogar com os quatro elementos: água, fogo, terra, e ar.

“Nesta edição, nos guiamos pelos quatro elementos: fogo, terra, água e ar. Eles não são apenas símbolos — são forças que queremos sentir em cada imagem. O fogo que acende nossa vontade, a terra que sustenta nosso corpo e nossas raízes, a água que limpa e renova, o ar que conecta nossa respiração à vida ao redor.”

A lista dos selecionados será divulgada até o dia 17 de outubro de 2025.

Além da premiação em dinheiro, 20 artistas serão escolhidos para participar de uma exposição coletiva, que será realizada na Galeria Capibaribe, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, entre os dias 17 de novembro e 17 de dezembro.

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail: mostrafotopreta@gmail.com




Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

Publicados

em

A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA