Cultura
DF Folia promete entregar o maior carnaval da história do quadradinho
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Folia na capital federal promete ser a maior da história. Prepare a fantasia, o confete e a purpurina porque o Carnaval vai tomar conta da capital do país. Começa neste sábado, dia 14 de fevereiro, o DF Folia 2026.

Com um investimento recorde de R$ 10 milhões, o carnaval de rua deste ano deve arrastar multidões, não só no centro da cidade, no Plano Piloto, mas também em Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Planaltina, Gama, Sobradinho, São Sebastião, e em várias outras cidades.
Ao todo, 73 blocos receberam recursos do governo de Brasília para garantir estrutura e segurança aos foliões. Segundo o presidente da Liga dos Blocos de Rua do DF, Paulo Henrique, a expectativa é receber mais de 1 milhão de pessoas em todos os dias de festa.
“Nós estamos com a expectativa de 1,4 milhão de pessoas na rua nesse período oficial do carnaval. Diante ao número de projetos que foram contemplados ser superior ao do ano passado, isso com certeza vai levar de maneira positiva um número de foliões maior nas ruas”.
Do total de recursos previstos, mais de R$ 8 milhões vão ser destinados diretamente aos blocos, com valores que variam de acordo com o porte, o histórico e o público estimado de cada agremiação, conforme critérios estabelecidos em edital.
Já os Territórios Folia, localizados na área central de Brasília, concentram grandes atrações musicais e um fluxo elevado de foliões, por isso chegam a receber até R$ 500 mil por projeto, tudo para garantir uma estrutura adequada e a segurança do público.
A bancária Carolina Carfero toca surdo no Grupo Patubatê e tamborim na bateria da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte. Ela confirma que o carnaval do DF está em alta, cada vez maior e mais organizado. Muito diferente de anos atrás.
“Já aconteceu de festas serem canceladas por falta de público, Brasília realmente esvaziava muito. E agora tem aumentado cada vez mais. Antigamente a gente não tinha opção e agora a gente tem várias opções do mesmo dia, várias opções para carnaval. E eu acho isso muito legal, uma democratização dos blocos”.
Para conferir a programação completa e descobrir qual bloco passa mais perto de casa, acesse o portal cultura.df.gov.br
Cultura
90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo
A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.
Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes.
“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje, a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”.
Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência.
“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.
Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.
Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.
São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.
Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.
A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.
“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.
O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.
*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.
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