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É hoje! São João é celebrado em festas pelo Nordeste

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Neste 24 de junho, os arraiais de todo país celebram o santo católico que batiza os festejos do ciclo junino. Desde o fim de maio, muitas cidades já festejam São João.

Na região Nordeste, atrações musicais, manifestações culturais, ritos religiosos e gastronomia típica são o combo da celebração. 

Maranhão

Em São Luís, esta quarta-feira (24) é noite de centenas de grupos de bumba meu boi tomarem os arraiais da Ilha e do interior. Vários bois, inclusive, realizam a cerimônia de batizado, pedindo proteção e celebrando o Santo.

Começando no fim da tarde e entrando pela madrugada, os grupos se apresentam nos arraiais do Ipem, Vila Palmeira, Itaqui-Bacanga, Cidade Operária, Largo de Santo Antônio, Largo de São Pedro, João de Deus, Liberdade, João Paulo e na Praça Maria Aragão.  

Rio Grande do Norte

Entre os shows desta quarta-feira no Mossoró Cidade Junina, no Rio Grande do Norte, se apresentam Thiago Freitas, Alok e Jonas Esticado.

Mas o destaque é o espetáculo musical ao ar livre “Chuva de Balas no País de Mossoró”, que conta uma história real, ocorrida no século passado, de como a população da cidade, padre e prefeito se uniram e pegaram em armas para expulsar o bando de Lampião do município.

Paraíba

Em Campina Grande, Paraíba, os polos juninos abrigam uma variedade de ritmos nas ilhas de forró, nos coretos, no Palco Cultural, no Quadrilhódromo e na Pirâmide.

No Palco Principal do Parque do Povo, os shows serão de Vicente Nery, José Augusto, Waldonys e Fabiana Souto.

Já as bandas Encantu’s e Libanos encerram o a programação de São João do Parque Solon Lucena, em João Pessoa.

Pernambuco 

O dia de São João é feriado estadual em Pernambuco. Por isso, Olinda começa cedo a programação, com destaque para o Cortejo Junino Amantes do Carnaval, saindo da Praça do Carmo por volta de 17h.

Já o Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru, tem Felipe Amorim, Márcia Fellipe, João Gomes e a lenda do forró Jorge de Altinho. No Polo Alto do Moura se apresentam Renatto Pires, Thullio Milionário e a banda Cavalo de Pau.

Jogo do Brasil

E com a terceira partida da seleção brasileira pela Copa do Mundo contra a Escócia, às 19h, vários polos juninos do Brasil vão transmitir o jogo em pleno arraial, com telões instalados.

Para quem vai sair de casa e não quer perder o jogo, é bom consultar a programação do arraial da sua preferência pelas redes sociais. 

TV Brasil no São João

Pra quem vai ficar em casa, mas quer curtir um pouquinho o São João, a TV Brasil transmite, a partir de 21h, mais um Arraiá Brasil.

O programa vai transmitir o show de Alceu Valença em Salvador; Santana, o Cantador direto do município baiano de Amargosa; João Gomes e Jorge Altinho em Caruaru; e Jonas Esticado, que se apresenta em Mossoró.

As redes sociais de alguns governos e prefeituras transmitem parte dos shows pelo YouTube. 
 

*Com sonoplastia de Jailton Sodré


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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