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Em Belem, Museu das Amazônias apresenta atividades culturais gratuitas

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Em Belém, o Museu das Amazônias apresenta uma programação em novos ambientes, com atividades na área externa, no Parque de Bioeconomia da Amazônia e na Caixa Cultural. As ações acontecem ao longo deste mês de sexta-feira a domingo e são gratuitas.

A coordenadora de programação do Museu das Amazônias, Gabriele Martins, conta que o “MAZ em movimento” é uma forma de seguir perto do público enquanto o prédio do museu passa pela montagem de novas exposições que vão abrir  em breve. 

“A nossa programação vem trazendo atividades educativas, culturais e artísticas, fazendo um diálogo entre o museu e o seu entorno, utilizando alguns espaços no Porto Futuro e convidando as pessoas a vivenciarem o museu de uma outra forma, mais próxima e também conectada com a cidade. A programação, preparada para esse período, tá incrível e foi pensada com muito carinho, incluindo oficinas educativas, aulas de ritmo, e shows, vivências de saberes e territórios e visitas mediadas ao ar livre.”

Nesta sexta-feira, o Museu das Amazônias traz uma série de atividades relacionadas ao hip hop, com oficina de grafite para iniciantes na Caixa Cultural, roda de conversa que vai debater a Amazônia urbana sob o viés do hip hop e uma oficina para dançar break. À noite, a área externa do museu recebe a Batalha de São Brás e shows de Bruna BG e Moraes MV. 

No sábado, o museu oferece oficinas de agroecologia em maquetes e de grafismos das culturas indígenas. Nos outros finais de semana de março, a programação conta com oficinas sobre saberes populares de ervas e plantas; de confecção de maracas – instrumento do carimbó; de compostagem como tecnologia ancestral; de tecelagem amazônica, e sobre os saberes dos povos tupi-guarani. Tem ainda visitas mediadas pelo Porto. 

As informações completas das atividades podem ser conferidas nas redes sociais do Museu das Amazônias. 


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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