Cultura
Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros completa 25 anos
Cultura
O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, está completando 25 anos em 2025 e será realizado de 13 a 20 de setembro. 

A festa, que atravessa gerações e mantém vivos os saberes ancestrais de comunidades tradicionais, povos indígenas e quilombolas, é reconhecida como um polo de cultura, resistência e brasilidade. Ao longo dessas duas décadas e meia, já recebeu cerca de meio milhão de pessoas.
O produtor cultural Juliano Basso, presidente da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, criador e organizador do evento, explica a celebração.
“É um evento tradicional de encontro entre várias comunidades com música, danças, rituais, expressando a diversidade do povo brasileiro, e da riqueza dos nossos patrimônios imateriais”.
Juliano também fala sobre algumas das atrações desta edição.
“Esse ano o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros traz uma mistura de música tradicional e popular, mas também de patrimônios imateriais. Então a gente vai ter Hamilton de Holanda, a gente vai ter Maciel Salú, a gente vai ter Amaro Freitas. A gente propõe esses encontros, entre a música tradicional e popular das comunidades e com músicos com trabalhos consolidados no Brasil e no mundo”.
A edição de 2025 também convida à reflexão sobre “a arte de nos fazermos presentes”, chamando a atenção para o que significa estar verdadeiramente presente em um mundo que tantas vezes se afasta das lógicas ancestrais. O objetivo é falar sobre as possibilidades para o futuro e um aprendizado sobre o uso sustentável dos recursos naturais.
O evento é realizado pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge e a Aldeia Multiétnica, com patrocínio da Petrobras, via lei de incentivo à cultura.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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