Cultura
Espetáculos e desfiles natalinos movimentam Porto Alegre até dia 4
Cultura
As festividades natalinas chegaram a Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. A programação do Natal Alegre segue aberta até 4 de janeiro.

O Centro Histórico da cidade recebeu iluminação especial e o Cais Embarcadero vai oferecer atividades gratuitas. Por lá, neste fim de semana (13 e 14) e nos dias 17, 20 e 21 deste mês haverá o Desfile de Natal, junto com a chegada do bom velhinho, sempre às seis e meia da noite.
No mesmo local, o público vai conferir espetáculos de Natal como a Fantástica Fábrica de Brinquedos, no dia 18, às 19h, e o Presépio Vivo, no dia 23, no mesmo horário.
Neste sábado, na Rua dos Andradas, às sete da noite, um Desfile de Natal também vai ser realizado.
O tradicional Festival de Natal de Belém Novo, bairro localizado no extremo sul da capital gaúcha, acontece neste fim de semana. A programação é gratuita e vai contar com apresentações musicais, brinquedos infláveis e distribuição de brinquedos.
O Natal Alegre deste ano promete ser o maior evento natalino já realizado capital gaúcha. A programação completa pode ser consultada no site da prefeitura de Porto Alegre: prefeitura.poa.br.
*Estagiário sob supervisão de Bianca Paiva
Cultura
90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo
A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.
Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes.
“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje, a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”.
Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência.
“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.
Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.
Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.
São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.
Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.
A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.
“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.
O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.
*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.
-
Política5 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá
-
Política6 dias atrásMudanças no seguro rural seguem para sanção
-
Política5 dias atrásCaso Master: Viana pede providências em relação a denúncias contra Moraes
-
Política5 dias atrásCongresso estará fechado para visitação neste fim de semana e feriado
-
Política6 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Entretenimento6 dias atrásAna Castela diverte fas ao correr atrás de garoto no meio de uma multidão: ‘Atentado’
-
Política7 dias atrásDra. Eudócia cobra esclarecimentos sobre saúde pública em Alagoas
-
Esportes6 dias atrásGrêmio vence o Internacional por 3 a 1 e avança às semifinais da Copa do Brasil
