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Exposição em Petrópolis marca 200 anos do nascimento de D. Pedro II

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Petrópolis, a cidade imperial, localizada na região serrana do Rio de Janeiro, está celebrando os 200 anos de nascimento do imperador D. Pedro II com uma série de ações culturais. 

A partir desta quarta-feira (3), será aberta ao público a nova exposição “Fale-me de Pedro – nas minúcias da memória”, que apresenta momentos da vida de Dom Pedro II e a construção de sua imagem nos lugares de memória, especialmente na cidade fundada por ele e onde construiu sua casa de veraneio preferida.

Com objetos, documentos e materiais inéditos, a mostra oferece um panorama ampliado sobre a trajetória do imperador, incluindo cadernetas de viagem restauradas e outros itens pessoais.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., fala sobre os objetivos da mostra.

“A ideia é discutir um pouco os interesses intelectuais de Dom Pedro II, a sua atividade como astrônomo, como tradutor, como poeta, enfim, tentando trabalhar essas faces talvez desconhecidas por parte do grande público”.

A Sala do Traje Majestático do museu também vai estar aberta à visitação, apresentando o conjunto utilizado por Dom Pedro II na cerimônia de coroação, realizada no Rio de Janeiro em 1841, e depois em eventos oficiais ao longo dos 48 anos de seu reinado. A vestimenta retorna ao público após um detalhado processo de conservação.

Maurício Vicente ressalta que as iniciativas vão proporcionar ao público visitante a descoberta de outras facetas do imperador.

“É justamente oportunizar ao público o momento de se pensar menos do Imperador e mais desse personagem multifacetado, eu costumo dizer que é um mito em camadas, porque nós temos diversos interesses intelectuais, nós temos uma atividade frenética, né, de tradução, de poesia, de elementos que vão auxiliar ao público entender as outras facetas do imperador”.

Outra atração da cidade será o tradicional espetáculo “Som e Luz”, que retorna com apresentações regulares às quintas, sextas e sábados. A experiência transporta os espectadores para o Segundo Reinado por meio da narrativa, da iluminação cenográfica e da trilha sonora.


Fonte: EBC Cultura

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Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo

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Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.

“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.

Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.

A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.

“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.

Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.

“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.

A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.

Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.

A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.


Fonte: EBC Cultura

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