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Exposição em Salvador exibe obras que retratam paisagens brasileiras

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Quarenta artistas consagrados refletem, por meio de suas obras, sobre as diversas paisagens brasileiras, interpretadas não apenas como representação da natureza, mas também como construção histórica, política e sensível. Esta é a proposta da exposição Paisagens em Travessia, em cartaz na Caixa Cultural Salvador.

Entre os participantes da mostra estão Adriana Varejão, Anna Bella Geiger, Djanira e Cândido Portinari. A diretora do Museu Nacional de Belas Artes e especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil, Daniela Matera, detalha a visão de paisagem abordada na exposição.

“Paisagem é uma construção cultural, que carrega uma perspectiva também política e social. Embora a paisagem tenha sido, ou ainda seja entendida como gênero artístico, a exposição pretende extrapolar, extrapolar este entendimento. Em tempos em que as paisagens natural e social estão colapsando por conta das nossas decisões equivocadas e até mesmo as nossas maneiras de viver, apresentamos a partir das obras na exposição, como essas paisagens retratadas pelos artistas podem nos fazer refletir sobre nossas escolhas e ao mesmo tempo apresentar quais caminhos devemos ou deveríamos perseguir”, diz.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e a CAIXA Cultural, com participação do Museu Nacional de Belas Artes.

A devastação ambiental e a justiça climática estão entre os principais temas tratados pelos artistas. Daniela Matera comenta sobre essa escolha:

“Essa exposição foi pensada dentro do contexto da COP 30, na inauguração da nova sede da Caixa Cultural em Belém do Pará. O colapso climático é mais que um tema, é uma realidade a qual deveríamos encontrar modos novos de vivência para remediá-lo. Gosto muito do que fala o filósofo Bruno Latour. Não estamos vivendo uma crise climática. O que estamos vivendo hoje é uma mutação climática, ou seja, ela é permanente”, conta.

A mostra é organizada em diferentes núcleos curatoriais, como O corpo da arte, Paisagem, utopia e distopia. E apresenta diferentes formas artísticas realizadas em várias épocas, como explica a diretora do Museu Nacional de Belas Artes:

 “A mostra apresenta pinturas, esculturas, instalações, fotografias, obras pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes. E traz artistas que trabalharam desde o século 17 até o século 21. Desde paisagens que trazem a natureza e exuberância da paisagem brasileira, como também cenas de costumes, e obras que podem ser entendidas como abstratas”, completa.

Com toda essa produção diversificada, Paisagens em Travessia convida o público a repensar o presente e imaginar outros futuros possíveis. A exposição fica em cartaz até 16 de agosto, na Caixa Cultural Salvador, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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