Cultura

Feira de artesanato Fenearte começa nesta quarta-feira em Olinda

Publicado em

Cultura

A maior feira de artesanato da América Latina abre suas portas para mais uma edição nesta quarta-feira (8), em Pernambuco.

Até o dia 19 de julho, o Centro de Convenções de Olinda receberá cerca de 5 mil artesãos para a 26ª edição da Fenearte, Feira Nacional de Negócios do Artesanato.

Com o tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma”; a feira homenageia os artesãos e profissionais que têm suas vidas modificadas pelo ofício de transformar couros e torná-los peças de abrigo, proteção e ornamento, como a fabricação e reparo de selas, arreios e artefatos de montaria em couro.

Além da comercialização de produtos, a programação contará com oficinas, palestras, atrações culturais, shows, feira gastronômica e exposições. Um dos destaques é o bate-papo Conversas Instigantes, no Espaço Janete Costa, que vai ocorrer entre os dias 9 e 17, sempre às sete da noite, que reúne renomados artesãos, artistas, arquitetos, designers e criadores para compartilhar suas experiências sobre seus trabalhos não só como ativo cultural, mas econômico.

Entre os profissionais que participam dos encontros estão a pernambucana Fafá Belém, que cria peças a partir do couro de tilápia; os estilistas Maurício Duarte, Melk Z e Rener Oliveira, que destacam a criação e produção em moda feita no Norte e no Nordeste; os artistas visuais Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecido como “Os Gêmeos”, que iram falar sobre seus 40 anos na arte urbana do graffiti; os artesão sergipanos, Véio, Dona Alzira, Beto Pezão, Patrimônios Vivos da Cultura do Estado, que se juntam a Mestre Zeus numa conversa sobre  histórias de arte e trajetória no artesanato; além do fotógrafo potiguar Pablo Pinheiro que vem lançar e falar sobre seu livro “Vaqueiro de Gibão”.

Além do bate papo, serão oferecidas 13 oficinas que abordam desde práticas tradicionais até experiências voltadas à sustentabilidade e à inovação no fazer manual.

Já no espaço Cozinha Fenearte, nas próximas duas semanas,  sempre de quinta a domingo, serão preparadas 18 receitas inspiradas nos sabores do Sertão. Em um dos setores dedicados à moda, o Mezanino do Centro de Convenções, receberá nos dois sábados do calendário da Fenearte, nove desfiles de estilistas, marcas, designers e coletivos pernambucanos.

Já o projeto “Pernambuco Meu País” que percorre todo o estado ao longo do ano, terá uma edição especial dentro da Feira. Serão mais de 60 atrações musicais, tanto da cultura popular quanto da cena contemporânea. São cirandas, cocos maracatus, quadrilhas, bacamarteiros, afoxés, pastoril, grupos carnavalescos e cavalo marinho, além de show de artistas como Laís Senna,  Silvério Pessoa, Marcelo Jeneci e Orquestra Malassombro

A programação dia a dia, horários e acesso à Feira estão disponíveis no site fenearte.pe.gov.br.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

Publicados

em

A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA