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Férias: museus de São Paulo oferecem programação especial gratuita

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Neste mês de férias escolares, dois museus da capital paulista oferecem programação especial gratuita. No Museu da Língua Portuguesa, que fica ao lado da estação de metrô da Luz, começa nesta quinta-feira e segue até o dia 19 a “Estação Férias”, com oficinas e atividades que buscam aproximar as crianças do universo da palavra, especialmente da poesia.

O produtor cultural do museu, Lucas Michelani, explica a dinâmica das intervenções no espaço, que conta com uma grande árvore, repleta de cadernos de livros-peixe e livros-pássaros:

“Essa oficina que a gente chama de poema pássaro-peixe, de encadernação de um livro/caderno-poema, livro-peixe. A gente tem um tanque de pesca, para que as crianças possam pescar peixes em envelopes coloridos com proposições poéticas. Tem uma grande estante em que as crianças podem ou pegar uma palavra cabeluda ou colocar uma palavra que ela acha escorregadia no pote de palavras escorregadias.”

As oficinas são indicadas para crianças entre 8 e 12 anos, e a recomendação é chegar um pouco antes do horário.

O Pátio B do museu também expõe textos literários de autores de países de língua portuguesa, como Angola, Moçambique, Cabo Verde e Portugal, além, claro, do Brasil.

O Museu da Língua Portuguesa traz ainda apresentações nos finais de semana com tradução em Libras. Neste sábado, tem o show musical Miudinho, do Grupo Triii, e, no dia 18, tem o show Planeta Peteca, de Cris Barulins, e o espetáculo Girando pelo Fio do Tempo, do projeto Nutar, que reúne atividades circenses e a brincadeira de pião.

Matias Donoso, artista do grupo, fala sobre o resgate desse objeto na arte do circo:

“O pião também faz parte da família do malabarismo dentro do circo, e esse é um outro objetivo do projeto: de reviver esse objeto dentro do circo. Então, um dos nossos objetivos com o grupo é incentivar que as crianças possam se aproximar mais desse brinquedo, que é um dos brinquedos mais antigos. O pião mais antigo oficialmente datado por arqueólogos é de 4.000 a.C.”

Museu do Ipiranga

Além do Museu da Língua Portuguesa, também tem programação para as crianças no Museu do Ipiranga. Até o dia 26 de julho, o espaço oferece atividades educativas gratuitas, mas a recomendação é retirar senhas ou ingressos antes, no próprio local.

Crianças de 4 a 6 anos, acompanhadas pelos responsáveis, podem fazer o passeio chamado “O museu não é só para gente grande!”, com um kit de mochila e objetos que incentivam os visitantes a conhecer as coleções do museu de forma lúdica. Já as crianças de 7 a 10 anos podem participar da visita “Solucionando enigmas no museu”, com desafios e charadas a partir da observação de itens do acervo.

Os detalhes da programação de férias dos dois museus podem ser encontrados nos sites museudoipiranga.org.br e museudalinguaportuguesa.org.br.


Fonte: EBC Cultura

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Morre Luiz Carlos Barreto, referência do cinema nacional

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O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Um dos maiores produtores do cinema nacional, Barreto produziu clássicos como “Terra em Transe” e “Vidas Secas”.

Em reconhecimento à contribuição de sua obra para a cultura brasileira, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias.

Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para tratar uma infecção pulmonar.

Amor ao Cinema

A trajetória de mais de 60 anos de Barreto foi marcada pelo amor à sétima arte. O cearense de Sobral começou a carreira como fotógrafo da Revista O Cruzeiro, na década de 1950, no Rio de Janeiro.

No cinema, estreou como um dos roteiristas da ficção policial “O Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, lançada em 1962. No ano seguinte, fundou a L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, Lucy, e teve papel importante na defesa do cinema nacional durante a ditadura militar. A estreia na produção veio com o longa “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, um dos filmes-chave do movimento Cinema Novo. 


Rio de Janeiro (RJ), 26/09/2023 - Gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, com o cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, apresentado por Priscila Rangel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/09/2023 - Gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, com o cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, apresentado por Priscila Rangel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, durante gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, em 2023.  Fernando Frazão/Agência Brasil 

Com mais de 50 filmes produzidos, destacam-se títulos como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; “O Beijo no Asfalto” e “Dona Flor e seus dois maridos”, ambos dirigidos por Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos. O último foi sucesso de crítica e de público e se manteve por mais de 30 anos como a maior bilheteria do cinema nacional. 

Barretão

Barretão, como era conhecido, foi indicado duas vezes ao Oscar pelos filmes “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, também filho de Luiz Carlos, e “O Que é isso, Companheiro?” de Bruno Barreto. 

Entidades do audiovisual e profissionais do setor lamentaram a morte de Luiz Carlos Barreto. A Ancine, Agência Nacional do Cinema, afirmou em nota que “Barretão falava em cinema brasileiro com identidade, ousadia e vocação própria” e que “sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.”

A Academia Brasileira de Letras destacou que Barreto “formou gerações de cineastas que certamente encontrarão nele uma inspiração”. A insituição também ressaltou seu papel como “articulador político importante, sempre atuando na defesa do audiovisual brasileiro e na discussão sobre políticas públicas para o cinema.

O velório de Luis Carlos Barreto vai ser realizado nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio, na Zona Sul da capital fluminense. O corpo será cremado no Memorial do Caju, na Zona Norte.


Fonte: EBC Cultura

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