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Festivais celebram ações para reduzir insegurança alimentar no Ceará

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O Ceará começa, neste mês, uma série de Festivais Gastronômicos regionais para celebrar os programas e ações voltadas para diminuição da insegurança alimentar no estado. Serão 35 eventos gastronômicos em 14 cidades da Grande Fortaleza e cidades do interior, que funcionarão como prévias para o 3ª Festival Ceará Sem Fome, que acontece em junho, no Centro de Eventos do Ceará.

A primeira cidade a realizar a versão local do festival é Ibiapina. A programação acontecerá no próximo sábado, na Praça Calçadão da Liberdade, que fica no centro da cidade, a partir das 16h e contará com atrações culturais, feira de produtos produzidos pelos beneficiários do programa Ceará Sem Fome e muita troca de experiências.

A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade ao impacto das ações do Programa destacando histórias de superação, talentos, geração de renda, iniciativas que vêm transformando comunidades atendidas e fortalecimento do protagonismo social das pessoas beneficiadas.

As informações detalhadas sobre dias, horários e locais de cada festival serão divulgadas no perfil oficial do programa no Instagram @ceara.semfome.

Cozinha social

Desde sua criação, o projeto do governo do estado tem garantido diariamente refeições balanceadas para mais de 130 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, tendo como carro chefe o uso dos produtos da agricultura familiar plantados na zona rural cearense.

As refeições são produzidas através de uma rede com mais de 1.300 cozinhas sociais. Enquanto são realizadas as ações de segurança alimentar, os beneficiários da alimentação e voluntários são integrados ao programa +Qualificação e Renda, que busca dar autonomia econômica e social.

A estratégia integra qualificação profissional, inserção no mercado de trabalho, empreendedorismo e crédito, valorizando os saberes locais e incentivando alternativas sustentáveis de geração de renda.




Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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