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Festival de Cinema de Gramado termina amanhã com entrega do Kikito

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Neste sábado (23) é o encerramento o 53º Festival de Cinema de Gramado, quando serão premiados também os vencedores nas principais categorias. 

Seis produções nacionais estão na disputa pelo Kikito:

  • “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo;
  • “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini;
  • “Nó” dirigido por Laís Melo;
  • “Papagaios”, de Douglas Soares;
  • “Sonhar com Leões” de Paolo Marinou-Blanco; e
  • “Querido Mundo”, peça escrita por Miguel Falabella e agora adaptada e dirigida por ele para o cinema. 

A cerimônia de entrega dos prêmios será às 20h, no Palácios dos Festivais.


Gramado (RS), 13/08/2025 - 53º Festival de Cinema de Gramado 2025- Palácio dos Festivais - Cerimônia de Premiação - Entrega dos Kikitos. Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto
Gramado (RS), 13/08/2025 - 53º Festival de Cinema de Gramado 2025- Palácio dos Festivais - Cerimônia de Premiação - Entrega dos Kikitos. Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto

Gramado (RS), 13/08/2025 – 53º Festival de Cinema de Gramado 2025- Palácio dos Festivais – Cerimônia de Premiação – Entrega dos Kikitos. Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto

Longas-metragens gaúchos

Na noite desta sexta-feira (22) acontecem as premiações para longas-metragens Gaúchos e a Mostra Competitiva de Curtas-metragens Brasileiros, no Palácio dos Festivais, também a partir das 20h. 

Este ano, pelo menos 12 artistas deixaram a palma das mãos e a assinatura imortalizadas da Calçada da Fama da cidade da Serra Gaúcha. Entre eles, os atores Miguel Falabella e Edson Celulari e as atrizes Malu Galli e Denise Fraga. 

Durante os dias de festival, várias personalidades foram homenageadas. Entre elas, a produtora de cinema Mariza Leão com o Troféu Eduardo Abelin, por sua contribuição à produção cinematográfica nacional; o ator Rodrigo Santoro, com o Kikito de Cristal pelos seus 30 anos de carreira e a atriz Marcélia Cartaxo, que recebeu o Troféu Oscarito, dedicado aos intérpretes do cinema brasileiro.

Assista ao vivo

Quem quiser curtir os últimos dias de festival, mesmo a distância, pode acompanhar o “Tapete Vermelho” que antecipa as cerimônias no canal do evento no canal youtube.com/festivaldegramado


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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