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FLIFS começa nesta terça e reúne mais de 50 autores

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A cena literária terá mais um espaço para divulgação de livros, do mercado editorial, de ações formativas, debates, incentivo à leitura e acesso a diversas manifestações artísticas.

Começa nesta terça-feira, na Bahia, a 19ª edição do Festival Literário de Feira de Santana (FLIFS). Com o tema “Feira é o Mundo”, o evento, organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana e pelo Sesc local, será realizado pela primeira vez no Centro de Convenções da cidade.

A área principal do festival vai reunir livrarias, editoras, distribuidoras, sebos, espaços acadêmicos e outras atrações voltadas ao mercado editorial e à formação de leitores.

Mais de cinquenta escritores e cordelistas participam da programação, que inclui lançamentos de livros, minicursos, exposições e debates sobre literatura e cultura. Entre os convidados estão Xico Sá, Luiz Antonio Simas, Jessé Souza, Ryane Leão e Thalita Rebouças. Também haverá mesas em homenagem aos 70 anos de Grande Sertão: Veredas e à obra de Olney São Paulo no cinema.

Entre as atrações musicais estão: Maryzélia convida Roberta Sá, Asa Filho e Dionorina na Noite Feirense, Agnes Nunes, 80 na Pista e Armandinho.

Além dos visitantes, a programação contempla cerca de 45 escolas da cidade com atividades culturais diversas, entre contações de histórias, espetáculos infantis e adultos e apresentações musicais.

Outro destaque é a 48ª edição do Festival de Violeiros de Feira de Santana. O evento será realizado na quinta-feira, a partir das oito da noite, no Teatro Carlos Pitta, também no Centro de Convenções de Feira de Santana.

No site flifsoficial.uefs.br é possível consultar a programação dia a dia. O festival segue até 30 de agosto.


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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