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Flipinha tem programação garantida para a criançada

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Até este domingo (3), a 23ª edição da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, tem a sua versão também para o público infantil. Este ano, a tema da Flipinha é “Planeta Vivo, um convite a imaginar futuros possíveis para o mundo em transformação”.

Pelas ruas de pedras coloniais da cidade de Paraty, a criançada tem programação garantida. Há palcos e atividades voltadas ao incentivo da leitura e também muita inspiração, vinda de pequenos novos escritores, para criar novos mundos possíveis.

É o caso de Antonia Minchoni, de nove anos. Na Flipinha, ela foi convidada de honra numa mesa oficial da programação da festa literária. Antonia é poeta e autora do livro “O bocejo da serpente”, que tem inspirado outras crianças a escreverem, como ela mesma conta:

“Eu gostei muito de escrever um livro, até porque eu incentivei muitas crianças para escreverem livros também. Tipo um amigo meu, ele ligou para o meu pai e falou que queria publicar o quadrinho dele.”

Nesta edição, autores, ilustradores e artistas que exploram novas linguagens e formatos literários foram convidados para pensar as questões relacionadas à emergência climática, à diversidade de saberes, à vida em comunidade e à relação com a natureza.

O escritor Denilson Baniwa, do povo Baniwa, é um deles. Autor do livro infantil “A jabota poliglota”, ele tem levado a diversidade étnica até os olhos e ouvidos das crianças brasileiras:

“Contar histórias indígenas para as crianças brasileiras é muito especial. É como compartilhar uma parte da cultura brasileira que pouca gente conhece. E eu quero mostrar para as crianças que as populações indígenas no Brasil têm uma diversidade muito grande de idiomas e que é importante conhecer.”

A festa literária de Paraty deste ano celebra a poesia de Paulo Leminski. A programação completa pode ser conferida no site flip.org.br.


Fonte: EBC Cultura

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Morre Luiz Carlos Barreto, referência do cinema nacional

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O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Um dos maiores produtores do cinema nacional, Barreto produziu clássicos como “Terra em Transe” e “Vidas Secas”.

Em reconhecimento à contribuição de sua obra para a cultura brasileira, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias.

Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para tratar uma infecção pulmonar.

Amor ao Cinema

A trajetória de mais de 60 anos de Barreto foi marcada pelo amor à sétima arte. O cearense de Sobral começou a carreira como fotógrafo da Revista O Cruzeiro, na década de 1950, no Rio de Janeiro.

No cinema, estreou como um dos roteiristas da ficção policial “O Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, lançada em 1962. No ano seguinte, fundou a L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, Lucy, e teve papel importante na defesa do cinema nacional durante a ditadura militar. A estreia na produção veio com o longa “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, um dos filmes-chave do movimento Cinema Novo. 


Rio de Janeiro (RJ), 26/09/2023 - Gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, com o cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, apresentado por Priscila Rangel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/09/2023 - Gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, com o cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, apresentado por Priscila Rangel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, durante gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, em 2023.  Fernando Frazão/Agência Brasil 

Com mais de 50 filmes produzidos, destacam-se títulos como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; “O Beijo no Asfalto” e “Dona Flor e seus dois maridos”, ambos dirigidos por Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos. O último foi sucesso de crítica e de público e se manteve por mais de 30 anos como a maior bilheteria do cinema nacional. 

Barretão

Barretão, como era conhecido, foi indicado duas vezes ao Oscar pelos filmes “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, também filho de Luiz Carlos, e “O Que é isso, Companheiro?” de Bruno Barreto. 

Entidades do audiovisual e profissionais do setor lamentaram a morte de Luiz Carlos Barreto. A Ancine, Agência Nacional do Cinema, afirmou em nota que “Barretão falava em cinema brasileiro com identidade, ousadia e vocação própria” e que “sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.”

A Academia Brasileira de Letras destacou que Barreto “formou gerações de cineastas que certamente encontrarão nele uma inspiração”. A insituição também ressaltou seu papel como “articulador político importante, sempre atuando na defesa do audiovisual brasileiro e na discussão sobre políticas públicas para o cinema.

O velório de Luis Carlos Barreto vai ser realizado nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio, na Zona Sul da capital fluminense. O corpo será cremado no Memorial do Caju, na Zona Norte.


Fonte: EBC Cultura

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