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Homenageando Lélia Gonzalez, FLIN 2026 reúne grandes nomes em Niterói

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Com a expectativa de receber 30 mil pessoas, começa nesta quinta-feira (13) a FLIN, Festa Literária Internacional de Niterói, no complexo de entretenimento Reserva Cultural Niterói.

O festival reúne grandes nomes da literatura, como Valter Hugo Mãe, Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo e Jeferson Tenório, em diferentes atividades. Ao todo, cerca de 300 autores participam do evento.

A festa promove a circulação de ideias e o diálogo entre a literatura e outras linguagens, como teatro, música, jornalismo e produção acadêmica.

A antropóloga, filósofa e ativista Lélia Gonzalez, considerada referência no pensamento sobre o país, é a homenageada desta edição. 

O diretor e curador da FLIN, Jordão Pablo de Pão, fala sobre a escolha de Gonzalez.

“Falar de Lélia Gonzalez foi um caminho muito natural pra gente. A FLIN 2026 quer cantar a democratização do acesso, a possibilidade de criação de novos caminhos e de entendimentos das relações, das sensibilidades humanas. Lélia Gonzalez tem uma obra reconhecida na América Latina por abordar questões sociais de maneira muito profunda e repensando marcas históricas da constituição do povo brasileiro. Pensar Lélia é pensar num sistema que pode ser mais acessível, que pode ser mais permeado pelas pessoas”.

Um dos destaques da programação é a presença da atriz Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar. Ela, que também é escritora, participa de um grande bate-papo no último dia do evento. Jordão Pablo conta mais sobre a participação da artista.

“Ela vem fazer a leitura do primeiro capítulo do seu livro A Glória e o Cortejo de Horrores. E fazer um bate-papo a partir dessa leitura do primeiro capítulo. Eu acho que é um grande ganho pra gente, uma oportunidade de entender um pouco os processos criativos e as forças que atuam sobre um escritor e sobre um leitor quando ele se propõe a ler ou a interpretar algo. Eu acho que vai ser um dos grandes pontos, um dos pontos altos da FLIN 2026”.

O evento conta ainda com a participação de músicos, como Teresa Cristina, de atores, como Fabiana Karla e Paulo Betti, e de pesquisadores e comunicadores, entre eles, o sociólogo Jessé Souza e a criadora e apresentadora do podcast Não Inviabilize, Déia Freitas. 

A Academia Brasileira de Letras também marca presença na programação, com a participação de 14 acadêmicos, como Antônio Carlos Secchin e João Almino.


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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