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João Pessoa celebra 440 anos com festa e fé nesta terça

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A cidade de João Pessoa, na Paraíba, completa nesta terça-feira, 440 anos de fundação. As celebrações oficiais iniciadas no último dia 27 de julho terão seus pontos altos neste 5 de agosto nos segmentos cultural e religioso, com direito a um “parabéns pra você” reunindo milhares de pessoas na faixa litorânea da capital paraibana.

O encerramento das celebrações está marcado para acontecer no Polo Busto de Tamandaré, em um palco montado na orla da praia de Cabo Branco, que vai receber o show do cantor e compositor Roberto Carlos, a partir das 8 da noite. A expectativa dos organizadores é que cerca de 400 mil pessoas participem da comemoração.

No segmento religioso, a data também celebra a padroeira da cidade, Nossa Senhora das Neves. A partir das 4 da tarde está prevista a missa de encerramento dos festejos em homenagem à Santa, na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, localizada no Centro Histórico da capital. Em seguida, milhares de devotos seguem em procissão, que existe há mais de quatro séculos, pelas ruas do centro de João Pessoa.

Também nesta terça acontece o tradicional desfile de carros antigos, a partir das 4 da tarde. Os veículos partem da Praça da Independência, passando pelas Avenidas Epitácio Pessoa e Navegantes, passando pela Orla de Tambaú, Manaíra até chegar ao Clube do Carro Antigo da Paraíba.

Nos espaços culturais montados dentro do Parque Solon de Lucena, a programação alusiva ao aniversário da cidade conhecida como “Porta do Sol” também se encerra nesta terça. O Palco Cultura Popular recebe o Cavalo Marinho Infantil Sementes João do Boi, o Cortejo do Maracastelo e a Nau Catarineta. Já a tenda do Cordel recebe músicos, poetas e cordelistas da Paraíba, além da Feira de Cordel. Fora do Parque, a Casa da Pólvora, a Galeria Casarão 34 e o Hotel Globo estão com exposições abertas com obras de artistas paraibanos que homenageiam João Pessoa.


Fonte: EBC Cultura

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Dia do Livro: como o cinema e o carnaval impulsionam a venda de livros

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Entre as expressões artísticas que retratam a realidade, o cinema é considerado a sétima arte porque é capaz de reunir todas as demais: música, dança, pintura, escultura, arquitetura e literatura. Neste Dia do Livro, vale lembrar que, apesar das adaptações para as telas, a leitura garante que a história contada seja imaginada a gosto de cada leitor. Mesmo assim, há quem seja apaixonado pela leitura, mas não abre mão de conferir a adaptação da obra nos cinemas, por exemplo. É o caso da química Alícia Fuentes, de Brasília.

Eu gosto, por exemplo, de ler os livros antes da adaptação. Ver como o autor escreveu e tudo mais, para depois ver como foi adaptado. E aí ver aquele universo que eu só tinha imaginado, né, na tela, foi como poder viver aquela história de novo. Melhor ainda do que o livro, às vezes, em determinados momentos. Por isso que eu acho que, assim, vale muito a pena ler o livro antes da tela, porque eu acho que você vive a história duas vezes.

A escritora alagoana Cibele Tenório considera que as diferentes formas de arte se retroalimentam. Também apresentadora da Rádio Nacional da EBC, Cibele acredita, com base na própria experiência, que um bom filme pode levar o espectador à busca pelo livro, o que acaba sendo um incentivo à leitura.

Muitas vezes, o meu mundo foi povoado por filmes na infância, adolescência, que eram baseados em livros e eu nem sabia. E só depois eu ia descobrir que aquelas obras que eu amava eram, né, baseadas em livros. E muitas vezes essas obras me levaram para a fonte original, que era o livro. Eu acho que são coisas que se retroalimentam. Eu acho que é incrível quando outras manifestações artísticas podem fazer as suas interpretações dessas obras, o que não substitui também a leitura do livro.

No cinema, o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, levou o primeiro Oscar brasileiro de Melhor Filme Internacional no ano passado. A história original foi contada no livro de mesmo nome, escrito pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens Paiva. A obra, lançada em 2015, viu as vendas explodirem dez anos depois.

Cibele Tenório escreveu a biografia da sufragista alagoana Almerinda Gama. Ela revela que se sentiria honrada caso o livro fosse adaptado em um roteiro de filme e, mais ainda, se a história de Almerinda ganhasse outra forma de narrativa.

Eu acho muito legal série, filme. Pra mim seria uma honra se um dia, né, o meu livro “Almerinda Gama: A Sufragista Negra” fosse tema de qualquer adaptação, mas em especial das escolas de samba, que eu acho também que é um jeito tão único que a gente tem de contar histórias no Brasil, popularizar o livro, para que ele saia dessa coisa da livraria, da estante, e também ganhe as ruas. Eu acho que uma coisa retroalimenta a outra e eu acho muito saudável isso.

Assim como “Ainda Estou Aqui”, também esgotaram nas prateleiras os exemplares de “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves. A obra, com quase mil páginas, fez sucesso no enredo da escola de samba Portela, o que aumentou o interesse dos leitores em conhecer de perto o livro original.

As adaptações de obras literárias devem respeitar os direitos autorais. Para que vire filme, é preciso que o título já esteja em domínio público. No Brasil, isso acontece 70 anos após a morte do autor. A obra também pode ser licenciada com autorização para adaptação, conforme explica o advogado especialista em direito autoral, Paulo Palhares.

A obra audiovisual é uma obra derivada da obra original. Então, em todos os casos, é preciso se referir a essa adaptação de que essa obra é uma obra derivada de um original. E é preciso garantir que, ou ela esteja em domínio público, ou que os direitos para a adaptação tenham sido licenciados pelos seus titulares. Garantir também que aquelas pessoas que eventualmente sejam responsáveis por fazer essa adaptação — isto é, quem vai transformar aquela obra literária em um roteiro — também tenham seus direitos e as suas obrigações regulados num contrato.

Desde 1995, a UNESCO celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais em 23 de abril, data que marca a morte de grandes escritores mundiais como William Shakespeare.

*Com produção de Beatriz Evaristo e Dayane Victor.

Fonte: EBC Cultura

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