Cultura

Milton Hatoum, o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras

Publicado em

Cultura

A Academia Brasileira de Letras elegeu nesta quinta-feira (14) o escritor Milton Hatoum como mais novo imortal. Ele passa a ocupar a cadeira número 6, que foi do ao jornalista Cícero Sandroni. Hatoum foi eleito com 33 votos, em disputa que contou com outros cinco candidatos.

Nascido em Manaus, o romancista, contista, ensaísta, tradutor e professor universitário é autor de obras que marcaram a literatura contemporânea, premiadas no Brasil e no exterior. Tem livros publicados em 17 países, com mais de 500 mil exemplares vendidos.

Entre seus romances estão “Relato de um certo Oriente”, vencedor do Prêmio Jabuti, e “Cinzas do Norte”, que recebeu o Prêmio Portugal Telecom. Também é responsável por coletâneas de contos e crônicas.

Em entrevista ao Programa Trilha de Letras, da TV Brasil, no ano passado, Hatoum, falou sobre a obra “Dois Irmãos”.

“Meu romance mais lido é o Dois Irmãos, tá nos vestibulares e tal, e tem um lado psicológico ali da trama entre os gêmeos e a mãe, que desperta bastante atenção de psicólogas, psicólogos e psicanalistas e sempre vem uma pergunta pessoal também. E uma coisa que eu sempre falo com os jovens, pra não confundir o autor ou a autora, com o narrador”.  

Além da produção literária, Hatoum mantém intensa agenda como escritor convidado para ministrar cursos e conferências em universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.

Seu mais recente trabalho, “Dança de enganos”, será lançado em outubro pela Companhia das Letras.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Dia de São Jorge é comemorado no Rio de Janeiro

Publicados

em

“23 de abril, dia do santo guerreiro. São Jorge e Ogum, como o santo é cultuado no sincretismo religioso, reúnem uma legião de devotos que celebram a data com festa em todo o estado do Rio de Janeiro.

Desde a madrugada, uma multidão de fiéis se concentra na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte da capital, para festejar o soldado romano, padroeiro do estado, famoso pela lenda de ter matado um dragão.

A programação especial já teve louvor, momentos de oração e espetáculo com 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Durante a manhã e a tarde, estão agendadas outras missas, inclusive com a presença do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, além de outras autoridades.

A partir das 16h, os fiéis saem em procissão até a noite, quando as missas retornam. A última será às 19h30

No centro do Rio, em palco montado na Avenida Presidente Vargas, próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República, as missas começaram também na madrugada e desde as sete da manhã ocorrem de hora em hora até as 16h.

Às 18h, a celebração de encerramento será presidida pelo cardeal Dom Orani. O padre Celso Copetti lembra que São Jorge dialoga com todas as realidades da vida do povo do Rio de Janeiro:

‘São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas. E tem uma matriz africana, sim, porque todos se sentem às vezes excluídos e como nós sabemos que ao longo da história e da cultura carioca também houve momentos difíceis de discriminação. E São Jorge faz parte de toda a vida das comunidades, não importa de que religião, de que igreja, de que cultura nós somos.’


Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do Candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Além dos eventos católicos, terreiros de Umbanda e Candomblé abrem suas portas para o toque em homenagem a Ogum, orixá da mitologia iorubá. É ele o senhor da tecnologia e da agricultura, aquele que forja as ferramentas, enfrenta as guerras e protege os trabalhadores.

Diversas feijoadas e rodas de samba em homenagem a São Jorge também estão na agenda da cidade neste 23 de abril. Este é o primeiro ano em que as celebrações ocorrem após o reconhecimento da festa no calendário oficial da capital fluminense.

Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA