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PM orienta foliões sobre segurança e prevenção de crimes

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Tá pensando em sair de casa para curtir o Carnaval? Então é bom estar atento a algumas dicas de segurança de como aproveitar a maior festa de rua do mundo em segurança. Afinal, é em meio à distração da folia que os criminosos se aproveitam. O porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal, Major Brooke, explica que dois tipos de crimes costumam ser mais recorrentes durante o período.

“É a questão do furto, e desses furtos 60% envolvem o furto do celular, por isso muita atenção no celular, porque o foco desses criminosos é também em relação às notificações de trânsito para a ocorrência, né, a pessoa que insiste em beber e dirigir.”

Ele afirma que o cuidado deve começar antes de sair de casa, ao fazer a avaliação do que será levado para a rua.

“Aí levar o essencial, evitar levar joias, esses bens de alto valor. O celular não tem como deixar em casa, mas você tem como colocar em locais seguros. Existe uma doleira, que é como se fosse uma bolsa que se coloca nas vestes, na parte interna das vestes, você coloca dentro ali da calça, do short, e aí acaba que ninguém percebe, inclusive, que você tá usando ela. E você tem como colocar o celular ali naquele local, evitando e dificultando ali o furto.”

Outras ocorrências comuns são os golpes envolvendo pagamentos via PIX falsos, clonagem de cartão, maquininhas adulteradas e fraudes a partir do roubo de informações pessoais. Nesses casos, a recomendação é desabilitar ou reduzir o limite máximo do cartão físico e desativar a opção de compra por aproximação. Se for utilizar o cartão, nunca entregue para terceiros e opte pelo digital.

Também é preciso, antes de realizar qualquer pagamento, conferir o valor, chave PIX e se a maquininha está deteriorada, o que pode sinalizar um golpe. Outra dica vai para as mulheres que irão participar da festa. Diante da alta dos casos de assédio e importunação sexual, o major explica que a folião precisa estar ciente do que é considerado crime.

“A gente se preocupa bastante, porque a gente verifica, em muitas situações, até que a mulher não acredita que aquilo seja uma importunação. Então é importante conscientizar que aquele puxão de cabelo, puxão no braço, passar a mão nas partes íntimas, isso é importunação sexual. Caso aconteça, procure um policial militar o mais rápido possível e denuncie esse criminoso.”

Outras dicas simples e eficientes são evitar andar só, compartilhar a localização com amigos ou parentes e manter contato com pessoas de confiança.


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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