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Procissão das Sanfonas homenageia legado de Luiz Gonzaga no Piauí

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O som de dezenas de sanfonas vai marcar a trilha sonora desta sexta-feira (1º) pelas ruas de Teresina, no Piauí. É que acontece hoje a 17ª Procissão das Sanfonas na cidade.

O evento, que é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e da capital, celebra o legado do cantor e compositor Luiz Gonzaga, falecido no dia 2 de agosto de 1989 e também o aniversário de Teresina, que completa 173 anos neste mês.

A concentração, reunindo sanfoneiros de vários estados e amantes da música nordestina, começa a partir das 15h em frente à Catedral Nossa Senhora das Dores. No local, ocorre a benção das sanfonas, saindo depois em cortejo até o Museu do Piauí, onde estão marcadas várias apresentações musicais e homenagens que entram pela noite desta sexta-feira.

Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e neto de Gonzagão, está em Teresina e faz o convite especial: “Eu vim aqui para o Piauí para a Procissão das Sanfonas, aqui de Teresina.  Eu estou convidando você para estar com a gente lá para se divertir com a gente, lembrar do velho, quem sabe cantar umas canções”. 

Este ano, a Procissão também faz uma homenagem aos 80 anos do nascimento de Gonzaguinha, filho do Rei do Baião, que também deixou seu nome na história da música brasileira. O cordelista Pedro Sampaio, representante da Colônia Gonzaguiana Cearense, está em terras teresinenses para lançar o cordel especial celebrando Gonzaguinha. “E mais uma vez, a gente rendendo homenagens através da cordelização da procissão “Gonzaguinha Oitentão”, é tema da procissão e nós vamos estar aqui participando. Salve e Viva Colônia Gonzaguiana do Piauí ! Viva a 17ª Procissão das Sanfonas de Teresina!”, diz.

Criado em 2009, o evento nasceu do desejo de manter viva a memória do Rei do Baião, e foi idealizada pelo professor e pesquisador Wilson Seraine, junto com  Reginaldo Silva, que trabalhou 12 anos com Gonzagão.

*Com sonoplastia de Jailton Sodré


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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