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Programação prévia do Festival de Gramado terá filmes de estudantes

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Um dos destaques da programação prévia de mais um Festival de Gramado será realizado nestas quarta (12) e quinta-feira (13). Durante esses dois dias, o Palácio dos Festivais exibirá quase 40 filmes produzidos por estudantes dos ensinos médio e universitário dentro do Educavídeo.

Além dos filmes locais de alunos do Programa Municipal Escola de Cinema de Gramado, o Educavídeo vai receber a Segunda Mostra Nacional de Cinema Estudantil, reunindo 21 produções de curtas-metragens feitas por estudantes dos ensinos médio e fundamental de escolas de todo Brasil, e a nona Mostra de Cinema Universitário, com oito curtas de realizadores matriculados no ensino superior. As exibições serão gratuitas e começam a partir das 13h desta quarta-feira. 

O ator e diretor Silvio Guindane será o padrinho dos estudantes-cineastas que participam da edição 2026 do evento.

Educavídeo

Criado em 2011, o Programa Municipal Escola de Cinema Educavídeo Gramado, promovido pela Secretaria Municipal da Educação em parceria da Gramadotur, foi desenvolvido para promover a formação de adolescentes e jovens das escolas da rede de ensino da cidade gaúcha, inserindo o audiovisual como instrumento pedagógico. A ideia é a formação de público e o pensamento crítico, com a inclusão cinematográfica e audiovisual por meio de atividades como a apreciação e a produção de obras cinematográficas de forma coletiva, valorizando a cultura do cinema.

Festival de Cinema de Gramado

Este ano, a programação do Festival de Cinema de Gramado acontece até o dia 22 de agosto, no município da Serra Gaúcha. O homenageado com o Troféu Cidade de Gramado, que reconhece personalidades ligadas ao evento, será entregue ao ator, roteirista e diretor Marcos Caruso.

O tradicional tapete vermelho, que antecede a cerimônia de abertura de Gramado, será a partir das 17h, no Palácio dos Festivais, na próxima sexta-feira (14). Toda a programação do evento está disponível no site festivaldecinemadegramado.com.


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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