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São Pedro e São Marçal: festejo dos Bois chega ao ápice em São Luís

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Um dos momentos mais aguardados do São João do Maranhão é o encontro de Bumba Bois na Capela de São Pedro, que reúne milhares de turistas, devotos e centenas de brincantes todos os anos. 

Desde o começo da noite desse sábado (28) e durante toda a madrugada e manhã deste domingo, os grupos de Bumba Boi do Maranhão, que se apresentaram pela região metropolitana, fizeram um cortejo na Capela de São Pedro, na capital maranhense, em comemoração ao Dia de São Pedro.

Há mais de 80 anos os grupos que realizam a tradição vão se revezando um a um no entorno e entram na capela, seja para cumprir promessas ao santo ou para agradecer pelo período junino.

O público acompanhou a celebração, que uniu cultura e religiosidade, geralmente com matracas, pandeirões e outros instrumentos típicos do Bumba Meu Boi do Maranhão.

E em mais uma demonstração do sincretismo, em paralelo à visita à capela, vários grupos e centenas de pessoas também passaram durante a madrugada pela Casa das Minas. Os grupos de bumba boi, apesar de não terem ligação direta com a religião, se apresentam em frente ao terreiro de culto afro-religioso de origem Jeje, fundado há mais de 300 anos.

E nesta segunda-feira (30) tem devoção a mais um Santo Junino: São Marçal, mas esse não é reconhecido oficialmente pela Igreja Católica. Milhares de pessoas e brincantes dos grupos de Bumba Boi, principalmente de Sotaque de Matraca homenageiam São Marçal desde as primeiras horas da manhã do dia 30 de junho em São Luís, evento que acontece há mais de 95 anos. 

São Marçal é considerado o protetor dos brincantes do bumba meu boi do Maranhão e a celebração marca o fim dos festejos juninos no estado. 30 de Junho também é Dia Nacional do Bumba Meu Boi.


Fonte: EBC Cultura

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Olodum completa 47 anos com festa na Bahia

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Fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador (BA), o Olodum se consolidou como um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira.

Os 47 anos dessa referência cultural terão celebração à altura. A programação começa nesta quarta-feira (22) e segue até o próximo domingo (26) com uma série de atividades: visitas guiadas, atividades formativas, lançamento de materiais pedagógicos, inauguração de novo espaço cultural e, claro, apresentação do Olodum no Largo do Pelourinho.

Um dos destaques da agenda de aniversário é o anúncio, na sexta-feira (24), a partir das 10h, na sede do grupo, do tema do Carnaval 2027 e do calendário de ações até os dias da folia do ano que vem. No mesmo dia, será inaugurado oficialmente o Estúdio Fela Kuti, um novo espaço voltado para a produção artística e audiovisual da instituição.

A sexta-feira ainda abre espaço para o relançamento das cartilhas do Kit Revoltas Negras, com publicações dedicadas a episódios marcantes da história brasileira, como a Revolta de Búzios, dos Malês, da Chibata e de Zumbi dos Palmares, além de um novo kit pedagógico voltado ao ambiente escolar.


O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho
O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho

O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho – Sayonara Moreno/Agência Brasil

No domingo, a partir das 15h, acontece o ensaio especial do Olodum, aberto ao público, celebrando os 47 anos de trajetória no Largo do Pelourinho.

 Além do bloco e da banda, o Olodum também atua como ONG e centro de atividades culturais de caráter sócio-comunitário. O espaço promove o desenvolvimento de projetos em parceria com os governos municipal, estadual e federal, vários deles ligados à educação, cultura, cidadania e letramento racial. O grupo também é integrado por ramificações de teatro, um centro digital e de memória.

A palavra Olodum é de origem yorubá e, no ritual do candomblé, significa “Deus dos Deuses” ou “Deus maior” Olodumaré. Não representa um orixá, mas o Deus criador do Universo.

As cores do grupo formam a base do Pan-africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae: a cor verde representa as florestas equatoriais da África; o vermelho é o sangue da raça negra; o amarelo, o ouro da África; o preto é o orgulho da população negra e o branco, a paz mundial.
 


Fonte: EBC Cultura

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