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Tá na História ganha sala multimídia no Centro do Rio

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Quem gosta de história do Rio de Janeiro e do Brasil ganha, a partir desta quinta-feira, mais um espaço de aprendizado. O CCJF, Centro Cultural Justiça Federal, localizado no centro da capital carioca, inaugura uma nova sala multimídia com exibição gratuita de vídeos do projeto Tá na História, iniciativa digital voltada para a divulgação histórica.

A nova sala reúne quarenta vídeos entre os mais assistidos do projeto, que conta com mais de 3 mil em seu acervo, a maior parte deles nascidos em redes sociais.

O conteúdo é dividido em quatro blocos temáticos: Segredos do Centro Histórico e Arquitetura; Origens, Ditados e Expressões Cariocas; Mistérios, Crimes e Casos Reais; e Personagens Marcantes e Biografias.

Fernanda Arouca, cofundadora do Tá Na História, fala sobre a diversidade dos vídeos exibidos.

“Os vídeos, eles mostram diferentes lados do Rio, desde a arquitetura e de história sobre o centro do Rio de Janeiro, até por expressões cariocas, casos reais, personagens marcantes. A pessoa pode ali assistir vídeos sobre confeitaria Colombo, onde surgiu a expressão que o cliente sempre tem a razão, a Lapa, o Vidigal, quem foi Madame Satã. Temos também histórias sobre os clubes cariocas de futebol”.

A cofundadora fala ainda sobre a expectativa quanto à visitação à nova sala.

“A gente está super feliz. O Tá na História ganha uma casa dentro de uma instituição cultural tão importante que é o Centro Cultural Justiça Federal para a história da cidade e do nosso país. E a gente espera receber tanto quem já nos acompanha nas redes sociais, como também alcançar pessoas que estejam ali pela primeira vez e se interessem em saber mais sobre a nossa cidade”.

A inauguração da sala também é acompanhada pela Oficina de Produção Tá Na História, curso gratuito de seis meses sobre criação de conteúdo, voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa faz parte ainda das comemorações de 10 anos do Tá na História e dos 25 anos do Centro Cultural Justiça Federal.

O projeto Tá na História pode ser conhecido também pelo perfil no Instagram @tanahistoria e no site tanahistoria.com.br/.




Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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