Cultura
Venda de livros cresce no Brasil em 2025
Cultura
A venda de livros no Brasil aumentou em 2025, alcançando cerca de três milhões de novos consumidores, o que representa um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior. É o que aponta uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData, divulgada nesta quinta-feira (26).

De acordo com o levantamento, o maior crescimento ocorreu entre os jovens. As faixas de 18 a 34 anos avançaram mais de três pontos percentuais.
A coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData, Mariana Bueno, destaca que um dos gêneros mais consumidos por esse público é o young adult, com livros que abordam temas relevantes para essa faixa etária, como amadurecimento, identidade e relacionamentos.
“Existe uma categoria ficção que cresceu fundamentalmente pelo chamado young adult. As idades onde a gente tem um crescimento importante aqui vão de 18 a 34, exatamente as idades, faixas etárias, onde você costuma consumir mais esse tipo de livro, o young adult”.
Outro destaque do estudo é o protagonismo de mulheres pretas e pardas no consumo de livros, como explica Mariana Bueno:
“E o destaque aqui, sem dúvida alguma, vai para as mulheres pretas e pardas, que elas representam 30% do total de consumidores de livro e metade das mulheres que consomem livro”.
A coordenadora fala ainda sobre as principais classes sociais consumidoras:
“Olhando para classe, mais uma vez a gente destaca as classes B e C, a gente costuma dizer isso. A massa de consumidores está nessas classes sociais. É importante dizer que a gente está falando de um livro, de um produto, uma mercadoria, que tem um preço médio de R$ 50, 50 e pouquinhos reais. Então, é um setor que precisa de escala para ter uma sustentabilidade, para fazer com que as empresas consigam girar. E essa escala, essa massa de consumidores, está nas classes B e C.”
O levantamento aponta ainda que um dos desafios para o mercado é alcançar o público masculino, que apresenta baixo consumo de livros.
A pesquisa Panorama do Consumo de Livros realizou 16 mil entrevistas com pessoas maiores de 18 anos, em todas as regiões e classes socioeconômicas do Brasil, em outubro de 2025.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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