Cultura

Viva Maria entrevista atriz Maeve Jinkings no Dia do Cinema Brasileiro

Publicado em

Cultura

Saudações de amor e fé para todo mundo que, em procissão, celebra o feriado de Corpus Christi. Ao longo do dia as ruas de diversos estados brasileiros estarão sendo cobertas por belos tapetes feitos de serragem colorida e muitas flores.

E é neste cenário de adoração, que o Viva Maria gostaria de estampar com as cores da nossa bandeira as principais avenidas desse nosso país numa tentativa de enaltecer as razões que nos fazem ter orgulho de ter nascido nesse país. Aliás, razões não faltam, mas hoje, muito especialmente, é dia de aplaudir de pé uma delas. Falo do cinema nacional.

Hoje é o dia dele e nós vamos celebrar a data ouvindo Maeve Jinkings, atriz que teve a honra de participar do filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. Filme que é, indiscutivelmente, um marco importante para o cinema brasileiro. Além do cinema e do teatro, Maeve foi Domingas na minissérie Regra do Jogo. Domingas, uma mulher que sofre violência e que apesar de muitos abusos, tem dificuldade em reagir, o que gera reflexões e debates sobre a complexidade da violência doméstica e a dificuldade de quem sofre na pele essa tortura, né?

De Domingas a Cecília Cantanhede na novela Vale Tudo, que está no ar nesse momento, a nós interessa conhecer um pouco mais a vida e a carreira de Maeve. Confira entrevista no player.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

Publicados

em

A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA