Esportes
Corinthians vence o Flamengo e conquista a Supercopa do Brasil
Esportes
;
O Corinthians iniciou a temporada com o pé direito, conquistando a Supercopa do Brasil ao vencer o Flamengo por 2 a 0 na tarde deste domingo, no Estádio Mané Garrincha. O triunfo marca o segundo título do Timão na competição, repetindo o placar e o adversário da final de 1991, um feito notável que embala a Fiel Torcida.
A partida decisiva, que confrontou o campeão da Copa do Brasil (Corinthians) com o campeão do Brasileirão (Flamengo), viu o zagueiro recém-contratado, Gabriel Paulista, abrir o placar, enquanto Yuri Alberto selou a vitória nos acréscimos, garantindo o troféu para a equipe paulista. Para o Flamengo, o resultado amarga a terceira derrota consecutiva na temporada e mais um vice-campeonato, após o Mundial de Clubes.
O jogo
Os primeiros minutos de jogo foram marcados pela busca de espaço e algumas oportunidades para o lado rubro-negro. Aos sete minutos, Léo Pereira lançou Alex Sandro, cujo cruzamento encontrou Plata, que cabeceou para fora. Pouco depois, Pulgar arriscou de fora da área, e em seguida, Carrascal finalizou, exigindo defesa de Hugo Souza.
O Corinthians, por sua vez, encontrou seu gol aos 25 minutos. Matheuzinho alçou a bola na área, Gustavo Henrique escorou para o meio e Gabriel Paulista, com um chute forte, desviou em Pulgar e estufou as redes, levando a Fiel ao delírio. Próximo ao fim da primeira etapa, o Timão quase ampliou com Memphis, que teve seu chute defendido por Rossi.
Segundo tempo
O início do segundo tempo trouxe um momento crucial. O árbitro Rafael Rodrigo Klein foi acionado pelo VAR e, após revisão, interpretou uma cotovelada de Carrascal em Bidon nos últimos instantes da primeira etapa como lance para cartão vermelho, deixando o Flamengo com um jogador a menos.
Mesmo com desvantagem numérica, o time carioca quase empatou em cobrança de falta, com Pulgar cabeceando no travessão. O Corinthians, explorando a superioridade, criou diversas chances com Yuri Alberto e Memphis, mas esbarrou nas defesas de Rossi e em impedimentos.
A emoção se estendeu até os acréscimos. Aos 48 minutos, Paquetá desperdiçou uma oportunidade clara ao chutar por cima do gol, sozinho na pequena área. Contudo, no “apagar das luzes”, Yuri Alberto brilhou: em uma jogada individual, o atacante deu um chapéu em Rossi e cabeceou para o gol vazio. Inicialmente anulado por impedimento, o lance foi validado após revisão do VAR, confirmando o 2 a 0 e o título para o Alvinegro paulista.
Com a conquista, o Corinthians celebra um início de ano promissor, enquanto o Flamengo terá que reagir nas próximas partidas.
Próximos confrontos:
- Flamengo: Enfrentará o Internacional em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, na quarta-feira, 04 de fevereiro, às 19h (de Brasília), no Maracanã.
- Corinthians: Terá pela frente o Capivariano pela sexta rodada do Campeonato Paulista, na quinta-feira, 05 de fevereiro, às 20h30 (de Brasília), na Neo Química Arena.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Competição | Supercopa do Brasil (Final) |
| Placar | Flamengo 0 x 2 Corinthians |
| Local | Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF) |
| Data | 01 de fevereiro de 2026 (domingo) |
| Horário | 16h (de Brasília) |
| Público | 71.244 pessoas |
| Gols Corinthians | Gabriel Paulista (25′ do 1ºT) Yuri Alberto (52′ do 2ºT) |
| Cartões Amarelos | Breno Bidon (Corinthians) Memphis (Corinthians) |
| Cartões Vermelhos | Carrascal (Flamengo) |
| Árbitro | Rafael Rodrigo Klein (RS) |
| Assistentes | Bruno Boschilia (PR) Rafael da Silva Alves (RS) |
| VAR | Rodolpho Toski Marques (PR) |
| Flamengo (Escalação) | Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Pulgar, Jorginho (De la Cruz) e Arrascaeta (Bruno Henrique); Plata (Cebolinha), Carrascal e Pedro (Paquetá). |
| Flamengo (Técnico) | Filipe Luís |
| Corinthians (Escalação) | Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista (André Ramalho) e Matheus Bidu; Raniele, André (Matheus Pereira), Carrillo (Garro) e Breno Bidon (Charles); Memphis (Kaio César) e Yuri Alberto. |
| Corinthians (Técnico) | Dorival Júnior |
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura6 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Cuiabá4 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento4 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Entretenimento4 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Economia5 dias atrásVisitas técnicas orientam produtores rurais e fortalecem o cultivo de hortaliças em Várzea Grande
-
Cuiabá4 dias atrásFinal do rodeio da 58ª Expoagro premia competidores e define campeões da etapa
