Esportes
Dorival Júnior é demitido do Corinthians após derrota para o Inter
Esportes
;
O Sport Club Corinthians Paulista anunciou na noite deste domingo (05.04), o desligamento do técnico Dorival Júnior e de sua comissão técnica. A decisão da diretoria alvinegra foi tomada logo após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. O revés, que deixou o Timão colado na zona de rebaixamento, foi a gota d’água para a interrupção do trabalho do treinador.
“O Sport Club Corinthians Paulista comunica o desligamento do técnico Dorival Júnior e de sua comissão técnica. O Clube agradece aos profissionais pelos serviços prestados, marcados por importantes conquistas à frente da equipe como a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa Rei de 2026, resultados que permanecerão na história da instituição”, informou o clube por meio de nota oficial.
Fim de um ciclo perto do aniversário
A saída de Dorival Júnior ocorre a poucos dias de ele completar um ano no cargo, para o qual foi contratado em 28 de abril do ano passado como substituto do argentino Ramón Díaz. A sequência de oito jogos sem vitórias e a percepção de pouca melhora do desempenho da equipe após a parada para a data Fifa foram fatores decisivos para a cúpula corintiana. Além disso, algumas declarações do técnico em coletivas de imprensa teriam desagradado a diretoria.
Durante sua passagem pelo Corinthians, Dorival Júnior comandou a equipe em 63 partidas, registrando 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, o que totaliza um aproveitamento de 49,7%. Sob seu comando, o Timão marcou 67 gols e sofreu 56, e conquistou dois títulos importantes: a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa Rei de 2026.
Busca por um novo comandante em semana decisiva
Com a vaga de treinador aberta, o Corinthians agora se lança ao mercado em busca de um novo nome para assumir a equipe. Diversos técnicos renomados encontram-se livres, como Hernán Crespo, Juan Pablo Vojvoda, Fernando Diniz, Marcelo Gallardo, Tite e Jorge Sampaoli, e seus nomes devem ser avaliados pela diretoria.
Enquanto um novo técnico não é contratado, o treinamento desta segunda-feira será conduzido por William Batista, técnico do time sub-20 alvinegro. O período é de extrema urgência para o clube, que tem uma semana decisiva pela frente. Na quinta-feira, o Corinthians fará sua estreia na Copa Libertadores, e no domingo, receberá o Palmeiras para o segundo Derby da temporada. A diretoria corre contra o tempo para não comprometer o planejamento e os resultados da temporada.
Próximos compromissos do Corinthians:
- Platense-ARG x Corinthians
- Competição: Copa Libertadores (Primeira rodada)
- Data e Horário: 09/04 (quinta-feira), às 21h (de Brasília)
- Local: Estádio Ciudad de Vicente Lopez, em Buenos Aires (Argentina)
- Corinthians x Palmeiras
- Competição: Campeonato Brasileiro (11ª rodada)
- Data e Horário: 12/04 (domingo), às 18h30 (de Brasília)
- Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura6 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Cuiabá4 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Entretenimento4 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Entretenimento4 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Polícia3 dias atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Política6 dias atrásMagistratura e instituições jurídicas fundam o COPEJMT para aprimorar ensino do Direito em MT
