Esportes
Empate entre Cruzeiro e Botafogo garantem a vice-liderança do Brasileirão ao Palmeiras
Esportes
;
Em um confronto repleto de emoção e reviravoltas no Mineirão, Cruzeiro e Botafogo empataram em 2 a 2 nesta quinta-feira, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado do duelo, que viu gols de Christian e Matheus Pereira para a Raposa, e Marçal e Alex Telles para o Glorioso, teve um impacto direto na parte de cima da tabela: confirmou o Palmeiras como o vice-campeão da competição nacional.
Com o ponto conquistado, o Cruzeiro alcançou os 70 pontos e garantiu, matematicamente, a terceira colocação. A equipe mineira, mesmo ficando três pontos atrás do time de Abel Ferreira, não pode mais alcançar o Alviverde paulista devido ao menor número de vitórias, critério de desempate decisivo.
Do outro lado, o Botafogo, que busca uma vaga no G5 para a Libertadores, permanece na sétima posição, com 60 pontos. O empate mantém viva a esperança, mas a equipe carioca dependerá de combinações de resultados na última rodada, torcendo contra Fluminense e Bahia, para conquistar um lugar direto na fase de grupos da competição continental.
O jogo
O Cruzeiro começou impondo seu ritmo e abrindo o placar aos 15 minutos do primeiro tempo. Christian aproveitou um cruzamento preciso de Sinisterra para cabecear e superar o goleiro Raul. Apesar de dominar e criar mais chances, a Raposa não conseguiu ampliar antes do intervalo.
Na segunda etapa, o Cruzeiro parecia selar a vitória quando Matheus Pereira, aos cinco minutos, aproveitou um rebote de Raul após chute de Kaio Jorge e marcou o segundo. No entanto, a reação botafoguense não demorou. Apenas sete minutos depois, uma falha de Matheus Pereira na saída de bola permitiu que David Ricardo roubasse a posse e cruzasse para Marçal, que diminuiu de cabeça.
O Glorioso intensificou a pressão em busca do empate, esbarrando na grande atuação do goleiro Cássio. Contudo, a persistência foi recompensada nos acréscimos. Aos 47 minutos, após derrubar Marçal na área, Kaiki cometeu pênalti. Alex Telles, com categoria, deslocou Cássio e igualou o marcador para o Botafogo. A partida ainda teve um último lance dramático aos 55 minutos, quando David Ricardo, do Botafogo, foi expulso após revisão do VAR por um lance perigoso contra Matheus Henrique.
Próximos desafios
Na última rodada do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro viaja para enfrentar o Santos na Vila Belmiro, enquanto o Botafogo recebe o Fortaleza no Estádio Nilton Santos. Ambos os jogos estão marcados para o dia 7 de dezembro, às 16h (horário de Brasília).
| Time | Confronto (38ª Rodada) | Data e Horário | Local |
|---|---|---|---|
| Cruzeiro | Santos x Cruzeiro | 07/12, 16h (de Brasília) | Vila Belmiro, Santos (SP) |
| Botafogo | Botafogo x Fortaleza | 07/12, 16h (de Brasília) | Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ) |
FICHA TÉCNCIA
| CRUZEIRO 2 X 2 BOTAFOGO | |
|---|---|
| Competição | Brasileirão | 37ª rodada |
| Local | Mineirão, em Belo Horizonte (MG) |
| Data | 04 de dezembro de 2025 |
| Horário | 19h30 (de Brasília) |
| Gols | |
| Cruzeiro | Christian, aos 15′ do 1ºT Matheus Pereira, aos 5′ do 2ºT |
| Botafogo | Marçal, aos 13′ do 2ºT Alex Telles, aos 50′ do 2ºT |
| Cartões | |
| Amarelos | Cássio e Lucas Silva (Cruzeiro) Allan e Jordan Barrera (Botafogo) |
| Vermelhos | David Ricardo (Botafogo) |
| Arbitragem | |
| Árbitro | Anderson Daronco (RS) |
| Assistentes | Luanderson Lima dos Santos (BA) e Michael Stanislau (RS) |
| VAR | Diego Pombo Lopez (RS) |
| Escalações | |
| Cruzeiro | Cássio; Kaiki, Lucas Villalba, Fabrício Bruno e William; Lucas Romero, Lucas Silva (Walace), Luis Sinisterra (Arroyo), Matheus Pereira (Matheus Henrique) e Christian (Bolasie); Kaio Jorge (Eduardo) Técnico: Leonardo Jardim |
| Botafogo | Raul; Alex Telles, Marçal, David Ricardo e Vitinho (Newton); Marlon Freitas, Allan (Kauan Toledo), Cuiabano (Montoro), Jordan Barrera (Barría) e Artur; Arthur Cabral Técnico: Davide Ancelotti |
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura7 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Cuiabá5 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia5 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Entretenimento5 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Política7 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento5 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Entretenimento5 dias atrásBianca Biancardi celebra 30 anos e ganha homenagem da irmã, Bruna Biancardi
-
Economia6 dias atrásVisitas técnicas orientam produtores rurais e fortalecem o cultivo de hortaliças em Várzea Grande
