Esportes
Palmeiras tropeça diante do Botafogo-SP e perde chance da liderança no Paulistão
Esportes
;
Em um confronto pela sexta rodada do Campeonato Paulista, o Palmeiras foi surpreendido e derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo-SP na noite deste domingo, na Arena NicNet. O revés custou ao Alviverde a oportunidade de assumir a liderança isolada do Estadual, enquanto a equipe de Ribeirão Preto celebrou um resultado fundamental em sua busca por uma vaga na fase de classificação. O único gol da partida foi anotado por Leandro Maciel.
A equipe de Abel Ferreira, que optou por escalar um time reserva pensando na sequência da temporada, não conseguiu superar a resistência do Pantera, mesmo atuando com um jogador a mais por boa parte do segundo tempo. A expulsão de Vilar, do Botafogo-SP, aos 18 minutos da etapa final, parecia abrir caminho para o empate palmeirense, mas a defesa do time da casa se manteve firme.
Com a derrota, o Palmeiras estaciona nos 12 pontos e permanece na segunda colocação, somando agora quatro vitórias e duas derrotas na competição. Já o Botafogo-SP, com a vitória, ascende à oitava posição na tabela, alcançando oito pontos e entrando na zona de classificação para a próxima fase.
O jogo
A partida começou com ritmo acelerado e chances para ambos os lados. Nos primeiros minutos, Kelvin, pelo Botafogo, e Luighi, pelo Palmeiras, arriscaram, mas sem sucesso. Aos 13 minutos, Kelvin obrigou Marcelo Lomba a fazer uma boa defesa em chute de fora da área. Pouco depois, Leandro Maciel também testou o goleiro palmeirense, que conseguiu desviar com o pé. O Pantera ainda teve um contra-ataque perigoso com Hygor, que finalizou para fora. Um lance de possível pênalti em Giay chegou a ser revisado pelo VAR, mas a arbitragem manteve a decisão de campo e não assinalou a infração.
Aos 30, Patrick Brey, após cruzamento de Gabriel Inocêncio, finalizou e parou novamente em Lomba. O Botafogo-SP continuou pressionando em cobranças de escanteio, com Leandro Maciel e Rafael Gava levando perigo. O Palmeiras só conseguiu criar uma nova oportunidade aos 43, com Larson, que não alcançou o goleiro, e Victor Souza defendeu um cabeceio de Benedetti.
Segundo tempo
O Botafogo-SP abriu o placar logo aos cinco minutos da etapa final. Após a defesa palmeirense afastar uma cobrança de falta, Leandro Maciel pegou a sobra na entrada da área e soltou uma bomba no canto de Marcelo Lomba, sem chances para o goleiro. O Palmeiras tentou reagir, e aos 11, Riquelme cobrou um escanteio fechado que Victor Souza defendeu, e Luighi, no rebote, também parou no goleiro.
Aos 17, o Alviverde chegou a comemorar o empate com Vitor Roque, que balançou as redes após escorada de Giay. Contudo, o gol foi anulado por impedimento de Giay, conforme revisão do VAR. Pouco depois, as esperanças palmeirenses se acenderam quando Vilar, do Botafogo-SP, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o time da casa com dez jogadores.
Mesmo com a superioridade numérica, o Palmeiras encontrou dificuldades para furar a defesa adversária. Allan teve uma grande chance de empatar aos 23, roubando a bola após um lançamento de Fuchs, mas caiu na dividida antes de finalizar. O lance também foi revisado pelo VAR, que não apontou infração. Allan ainda arriscou um chute que desviou em Vitor Roque e passou perto da trave de Victor Souza.
Próximos compromissos:
Botafogo-SP volta a campo no próximo sábado, 7 de fevereiro de 2026, para enfrentar o Guarani no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, às 18h30 (de Brasília), pela 7ª rodada do Campeonato Paulista.
Palmeiras, mesmo com a derrota, direciona seu foco para a segunda rodada do Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Vitória na Arena Crefisa Barueri, em Barueri, na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, às 21h30 (de Brasília).
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-SP 1 X 0 PALMEIRAS
Competição: Campeonato Paulista (6ª rodada)
Data: 1º de fevereiro de 2026 (domingo)
Horário: 20h30 (de Brasília)
Local: Arena NicNet, Ribeirão Preto (SP)
Arbitragem:
- Árbitra: Marianna Nanni Batalha
- Assistentes: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Enderson Emanoel Turbiani da Silva
- VAR: Marcio Henrique de Gois
Gols:
- Botafogo-SP: Leandro Maciel, aos 5′ do 2º Tempo.
Cartões Amarelos:
- Botafogo-SP: Matheus Sales, Hygor, Leandro Maciel, Gabriel Inocêncio, Vilar e Maranhão
- Palmeiras: Larson e Sosa
Cartões Vermelhos:
Escalações:
BOTAFOGO-SP: Victor Souza; Gabriel Inocêncio, Ericson, Vilar e Patrick Brey; Leandro Maciel, Matheus Sales (Morelli), Rafael Gava (Márcio Maranhão) e Jefferson Nem (Jonathan); Hygor (Queirós) e Kelvin (Carlos Eduardo).Técnico: Cláudio Tencati
PALMEIRAS: Marcelo Lomba; Giay, Bruno Fuchs, Benedetti (Flaco López) e Jefté; Larson (Andreas Pereira), Emiliano Martínez e Erick Belé (Marlon Freitas); Vitor Roque, Luighi (Allan) e Riquelme Fillipi (Ramón Sosa). Técnico: Abel Ferreira
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura7 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Entretenimento5 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Cuiabá5 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento5 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Polícia5 dias atrásPolícia Militar intercepta acampamento em área ambiental, apreende arma de fogo e munições
-
Polícia3 dias atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
