Esportes
Palmeiras vence Corinthians na Neo Química Arena e garante classificação no Paulistão
Esportes
;
Em um clássico eletrizante marcado por um pênalti perdido, um gol decisivo e muita polêmica, o Palmeiras superou o Corinthians por 1 a 0 na Neo Química Arena na noite deste domingo. O triunfo alviverde, com gol de Flaco López, não só assegurou a classificação da equipe para a próxima fase do Campeonato Paulista, como também acirrou a rivalidade com uma celebração controversa.
A vitória no Dérbi coloca o Palmeiras na segunda posição da tabela do Estadual, somando 15 pontos. Para o Corinthians, a derrota complica a situação: com 11 pontos, o Timão ocupa a quinta colocação e precisará de uma vitória na última rodada para avançar às quartas de final sem depender de outros resultados.
O jogo
Impulsionado pela torcida, o Corinthians iniciou a partida com maior intensidade e por pouco não abriu o placar aos 12 minutos. Após um lançamento preciso de Matheuzinho, Memphis Depay invadiu a área e cruzou para Yuri Alberto, que, de cabeça, mandou para fora.
O time da casa mantinha o controle das ações, mas a falta de precisão nas finalizações custava caro. Aos 17, mais uma oportunidade desperdiçada: Memphis recebeu pela direita, fez um bom passe para Breno Bidon, que ajeitou e bateu cruzado, vendo a bola passar raspando a trave de Carlos Miguel.
A chance mais clara do Corinthians veio aos 33 minutos. Em cobrança de escanteio de Memphis, Carlos Miguel, ao tentar sair do gol, acertou a cabeça de Gustavo Henrique, e o árbitro assinalou o pênalti sem hesitação. Na cobrança, porém, Memphis Depay escorregou e chutou para fora, perdendo uma oportunidade de ouro de colocar o Timão na frente.
Segundo tempo
Após o intervalo, o Palmeiras conseguiu equilibrar as ações, mas o Corinthians continuava a criar as chances mais perigosas. Aos 20 minutos, Matheus Bidu arriscou de longe, e Carlos Miguel fez boa defesa. Dois minutos depois, em escanteio cobrado por Memphis, Gabriel Paulista cabeceou firme, forçando Carlos Miguel a uma defesa espetacular.
O Verdão respondeu aos 23 minutos, quando Flaco López disparou em um contragolpe pela esquerda, mas foi travado no momento do chute. Aos 32, Luighi aproveitou um vacilo de Matheuzinho na saída de bola e ficou cara a cara com Hugo Souza, mas o lateral do Timão se recuperou a tempo de desarmar o atacante.
O gol que definiria o clássico veio aos 38 minutos. Maurício arriscou um chute de fora da área, e Hugo Souza fez uma boa defesa. No rebote, Flaco López apareceu para mandar a bola para o fundo das redes, abrindo o placar para o Palmeiras. A celebração do atacante, que chutou a bandeirinha de escanteio, gerou uma confusão generalizada em campo, mas o resultado não foi alterado.
Próximos confrontos
Ambas as equipes já têm compromissos pelo Campeonato Brasileiro no meio da semana:
- Corinthians enfrentará o Bragantino pela 3ª rodada do Brasileirão.
- Data e horário: 12 de fevereiro (quinta-feira), às 20h (de Brasília)
- Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
- Palmeiras viajará para Porto Alegre para enfrentar o Internacional pela 3ª rodada do Brasileirão.
- Data e horário: 12 de fevereiro (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília)
- Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Corinthians 0 x 1 Palmeiras | |
| Competição | Campeonato Paulista (7ª rodada) |
| Local | Neo Química Arena, São Paulo (SP) |
| Data | 8 de fevereiro de 2026 (domingo) |
| Horário | 20h30 (de Brasília) |
| Público | 45.209 torcedores |
| Renda | R$ 3.854.774,00 |
| Ocorrências Disciplinares | |
|---|---|
| Cartões Amarelos | Matheus Pereira, Breno Bidon e Dorival Júnior (Corinthians); Andreas Pereira, Mauricio e Flaco López (Palmeiras) |
| Cartões Vermelhos | Abel Ferreira (Palmeiras) |
| Arbitragem | ||
|---|---|---|
| Árbitro | Raphael Claus | |
| Assistentes | Danilo Ricardo Simon Manis e Evandro de Melo Lima | |
| VAR | Thiago Luis Scarascati | |
| Gol da Partida | ||
|---|---|---|
| Minuto | Autor | Clube |
| 38′ do 2ºT | Flaco López | Palmeiras |
| Escalação do Corinthians | Escalação do Palmeiras |
|---|---|
| Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu (Vitinho); Raniele, André (Dieguinho), Matheus Pereira (Rodrigo Garro) e Breno Bidon (Pedro Raul); Memphis Depay e Yuri Alberto.Técnico: Dorival Júnior |
Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan (Sosa) e Mauricio; Flaco López (Lucas Evangelista) e Vitor Roque (Luighi).Técnico: Abel Ferreira |
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura7 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Cuiabá5 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia5 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Entretenimento5 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Política7 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento5 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Entretenimento5 dias atrásBianca Biancardi celebra 30 anos e ganha homenagem da irmã, Bruna Biancardi
-
Polícia3 dias atrásTribunal do Júri de Carlinhos Bezerra é remarcado após abandono da defesa durante sessão
