Esportes
Palmeiras vence Sporting Cristal e lidera o Grupo F da Libertadores
Esportes
;
O Palmeiras venceu o Sporting Cristal-PER por 2 a 1 nesta quinta-feira (16.04), pela segunda rodada do Grupo F, no Allianz Parque. Murilo e Flaco López (de pênalti) garantiram os três pontos para o Verdão, enquanto Juan González descontou para os peruanos. A vitória coloca o time paulista na liderança da chave.
Situação da tabela
Com os primeiros três pontos na conta, o Palmeiras assume o topo do Grupo F com quatro pontos. O Sporting Cristal cai para segundo, com três. Cerro Porteño e Junior Barranquilla completam o grupo.
O jogo
O Verdão desperdiçou aos 5 minutos, com Sosa cara a cara após enfiada de Marlon Freitas. Pressionou com cruzamentos de Andreas e Arias, mas Enríquez defendeu tudo. Aos 26, veio o 1 a 0: em escanteio ensaiado, Allan levantou e Murilo cabeceou firme. Sosa perdeu aos 32, e aos 40 os peruanos empataram com golaço de Juan González após cruzamento de Castro.
Segundo tempo
Cristal ameaçou cedo, mas Palmeiras dominou. Arias acertou a trave aos 15, e López teve gol anulado pelo VAR. Aos 29, pênalti polêmico sobre Arthur: Flaco López cobrou no canto e virou. Luighi quase ampliou aos 39, e Carlos Miguel salvou um cabeceio à queima-roupa no fim.
Próximos jogos
Palmeiras
Jogo: Palmeiras x Athletico-PR
Competição: Brasileirão – Rodada 12
Data: 19/04/2026 (quinta-feira)
Horário: 18h30 (Brasília)
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Sporting Cristal
Jogo: Sporting Cristal x Universidad Técnica
Competição: Campeonato Peruano – Rodada 12
Data: 19/04/2026 (quinta-feira)
Horário: 13h (Brasília)
Local: Estádio Alberto Gallardo, Lima (PER)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Palmeiras 2 x 1 Sporting Cristal-PER | Palmeiras 2 x 1 Sporting Cristal-PER |
| Competição | Copa Libertadores (2ª rodada) |
| Local | Allianz Parque, São Paulo (SP) |
| Data | 16/04/2026 (quinta-feira) |
| Horário | 19h (Brasília) |
| Público | 35.118 pessoas |
| Renda | R$ 2.614.267,47 |
| Cartões Amarelos | Santiago González, Enríquez e Vizeu (Sporting Cristal) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro: Piero Maza (CHI) Auxiliares: Jose Retamal (CHI) e Miguel Rocha (CHI) VAR: Juan Lara (CHI) |
| Gols | Murilo (26′ 1ºT, Palmeiras); Juan González (40′ 1ºT, Sporting Cristal); Flaco López (34′ 2ºT, Palmeiras) |
| Palmeiras | Carlos Miguel; Giay (Arthur), Gustavo Gómez, Murilo e Khellven; Marlon Freitas, Andreas Pereira e Arias (Felipe Anderson); Sosa (Luighi), Flaco López e Allan (Lucas Evangelista). Técnico: Abel Ferreira |
| Sporting Cristal | Enríquez; Sosa (Benavente), Araújo, Lutiger e Cristiano; Cazonatti (Rodríguez), Yoshimar Yotun, Juan González (Cuenca) e Castro (Santiago González); Ávila (Felipe Vizeu) e Iberico. Técnico: Zé Ricardo |
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cuiabá5 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia5 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Entretenimento5 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Política7 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento5 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Polícia3 dias atrásTribunal do Júri de Carlinhos Bezerra é remarcado após abandono da defesa durante sessão
-
Economia6 dias atrásVisitas técnicas orientam produtores rurais e fortalecem o cultivo de hortaliças em Várzea Grande
-
Cuiabá5 dias atrásFinal do rodeio da 58ª Expoagro premia competidores e define campeões da etapa
