Mato Grosso
Arena Pantanal recebe 366 visitantes em dois meses com projeto de Visita Guiada
Mato Grosso
Palco de grandes jogos e um dos principais patrimônios esportivos de Mato Grosso, a Arena Pantanal vem se consolidando também como ponto turístico. Em apenas dois meses de funcionamento do projeto Visita Guiada, 366 pessoas já conheceram de perto os bastidores do estádio, em uma experiência gratuita promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
As visitas acontecem às terças e quintas-feiras, com grupos de até 20 pessoas, nos horários das 9h e 15h. O agendamento pode ser feito pelo aplicativo MT Cidadão, pelo site da Secel, pelo WhatsApp (65) 98174-0046 ou pelo e-mail [email protected].
Implantado oficialmente em novembro de 2025, após testes realizados em outubro com estudantes, o projeto reforça a Arena Pantanal como um dos novos cartões-postais de Cuiabá. Segundo a mediadora e coordenadora do projeto, Adriana Rossi, o público varia conforme o período do ano. “Durante o período escolar, a maioria dos visitantes são crianças do ensino fundamental ao médio. Já nas férias, a Arena é muito procurada por turistas”, explica.
O roteiro passa por espaços emblemáticos do estádio. Um dos destaques é a Tribuna de Honra, adesivada com imagens de personalidades que já estiveram na Arena. Durante o percurso, os mediadores apresentam curiosidades e histórias do local.
Outro ponto que chama a atenção é o vestiário do Cuiabá Esporte Clube. “Nem sempre conseguimos receber visitas em dias de jogo, por causa da logística e dos horários”, ressalta Adriana. Ainda assim, o encantamento é geral. “Muita gente não tem noção do tamanho da Arena até estar lá dentro”, completa.
Na área destinada à imprensa, os visitantes vivem o clima de uma coletiva oficial: o espaço simula entrevistas, com direito a fotos e vídeos. Já no gramado, o momento é de emoção e muitas selfies.
A experiência termina em clima de descontração, com um painel interativo para treino de chute a gol. “Tem que acertar o espaço da rede no painel. Geralmente todo mundo entra na brincadeira”, conta a coordenadora.
Um dos grandes diferenciais da Visita Guiada da Arena Pantanal é a gratuidade. “Os turistas ficam impressionados. É um serviço de qualidade, enquanto outros estádios do país cobram pelo tour”, destaca Adriana. O passeio dura entre 50 e 70 minutos. Pessoas com deficiência (PcD) devem informar, no momento da inscrição, suas necessidades específicas para que o roteiro seja adaptado e garanta acessibilidade e inclusão.
Como chegar
O acesso ao túnel da Visita Guiada é feito pela avenida Agrícola Paes de Barros, no bairro Verdão. A entrada de veículos ocorre pelo Portão B, nas dependências da Escola Estadual Governador José Fragelli, atualmente localizada dentro do complexo da Arena Pantanal.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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