Mato Grosso

Corpo de Bombeiros alerta sobre a importância de seguir orientações de segurança no uso de elevadores para evitar acidentes

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O uso de elevadores em prédios residenciais e comerciais é uma prática comum, mas requer cuidados específicos para garantir a segurança de todos os usuários. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) destaca a importância de seguir as orientações de segurança para prevenir acidentes e incidentes.

De janeiro a agosto de 2025, o CBMMT registrou 32 ocorrências de pessoas presas em elevadores, um número que já se aproxima dos 51 atendimentos contabilizados durante todo o ano de 2024. Esses dados reforçam a necessidade de conscientização sobre o uso seguro desses equipamentos.

“O elevador é um equipamento que facilita muito no dia a dia, mas, assim como qualquer outro equipamento de transporte, requer cuidado e atenção na utilização. Com o uso correto, é possível evitar acidentes”, explicou o diretor adjunto operacional do CBMMT, major bombeiro militar Felipe Mançano Saboia.

Entre as principais orientações, o CBMMT recomenda que os usuários sempre verifiquem se o elevador está completamente parado no andar antes de entrar ou sair. Também é fundamental evitar sobrecargas, respeitando a capacidade máxima indicada no painel do elevador.

Além, é essencial ter atenção redobrada com as crianças ao usar elevadores. Não permita que elas utilizem o equipamento desacompanhadas. Explique que não devem colocar as mãos nas portas nem brincar na cabine ou com os botões.

O que fazer caso fique preso no elevador?

Em situações em que o elevador apresente falhas, como parada inesperada, é essencial manter a calma. Isso não apenas garante sua segurança, mas também a das outras pessoas presentes. Nunca tente forçar a porta ou abrir o elevador por conta própria, pois isso pode resultar em acidentes graves. A saída deve ser realizada apenas por profissionais capacitados.

Se você se encontrar preso, utilize o interfone ou o intercomunicador da cabine para solicitar ajuda à portaria e pedir que um técnico da empresa de manutenção seja chamado. Na ausência desse dispositivo, pressione o botão de alarme para emitir um sinal sonoro.

Caso tenha dificuldades em contatar a portaria, você pode encontrar uma placa com os números da empresa de manutenção fixada no interior da cabine.

Se houver sinal de celular, ligue diretamente para os bombeiros pelo número 193. Outra opção é enviar uma mensagem para alguém de confiança que possa acionar a ajuda em seu nome.

O que fazer se ver alguém preso no elevador?

Se você se deparar com alguém preso no elevador, a primeira atitude é tranquilizar a pessoa que está presa. Isso ajudará a reduzir a ansiedade e a manter a situação sob controle.

Em seguida, é fundamental acionar o serviço de emergência. Para isso, você pode apertar o botão de alarme ou usar o interfone para se comunicar com a portaria ou a central de atendimento do prédio ou ligar para o Corpo de Bombeiros.

Ao entrar em contato com os serviços de emergência, informe todos os detalhes relevantes, como quantas pessoas estão presas, a condição de cada uma e a localização do elevador. Essas informações são essenciais para que a ajuda chegue de forma eficaz.

Por fim, aguarde a chegada da ajuda especializada, lembrando que apenas técnicos treinados ou o Corpo de Bombeiros devem realizar o resgate.

Manutenção

Algumas medidas simples podem ser adotadas para garantir a segurança no uso de elevadores. É fundamental que os síndicos assegurem a realização regular da manutenção dos elevadores e, durante o período de manutenção, as chaves de energia elétrica devem ser desligadas pelos técnicos habilitados, e o local em manutenção deve ser sinalizado para alertar moradores e funcionários.

Deve ainda ser assegurado que todos os moradores estejam informados sobre as orientações de segurança. A manutenção dos elevadores deve ser realizada por empresas devidamente credenciadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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