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Desenvolve MT oferece crédito para jovens advogados da OAB-MT impulsionarem a carreira

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Com o objetivo de apoiar a profissionalização e incentivar o empreendedorismo entre jovens advogados de Mato Grosso, a Desenvolve MT – Agência de Fomento de Mato Grosso, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), lançou a linha de crédito Jovem Advogado, por meio do programa Jovem Empreendedor. A iniciativa é voltada para profissionais liberais recém-formados, com até 29 anos, com registro na OAB-MT que desejam investir no próprio escritório ou impulsionar suas atividades jurídicas.

A solenidade de assinatura do termo de cooperação técnica foi realizada nesta segunda-feira (11.8), no saguão da OAB-MT, durante a comemoração do dia do advogado.

Por meio do programa, os jovens advogados podem contratar financiamentos de até R$15 mil, com possibilidade de destinar 70% do valor para investimentos fixos, como mobiliário, equipamentos, tecnologia ou reformas, e 30% para capital de giro associado.

Entre os principais atrativos da linha estão as taxas de juros reduzidas, de 0,50% ao mês, com bônus de adimplência de 20% para pagamento em dia a taxa chega a 0,40% ao mês. O crédito conta ainda com prazo de até 42 meses para quitação, incluindo carência de até seis meses.

O diferencial da linha é que o financiamento poderá ser solicitado pelo profissional liberal, uma facilidade para jovens profissionais em início de carreira. O acesso ao crédito será feito de forma simplificada, os advogados interessados devem procurar o agente de crédito da OAB-MT, responsável pelo primeiro atendimento e pela orientação sobre a documentação necessária.

“Existe uma necessidade real de apoiar nossos jovens mato-grossenses, e o Governo está atento a isso. A demanda surgiu e, prontamente, aprovamos a oferta. Ao pensar em um programa educacional voltado à profissionalização, queremos mostrar a esses jovens que sua força de trabalho pode gerar uma renda importante, justa e legítima para suas famílias. Para nós, isso faz todo sentido. O governo está aqui para garantir que esse programa aconteça e chegue a todos os jovens advogados.”, destacou Mayran Beckman, presidente da Desenvolve MT.

“Todos têm que ter a oportunidade, e o crédito para o jovem advogado que está se formando, passou no exame da ordem, mas muitas vezes não tem condições de montar o próprio escritório. Com esse crédito de até R$15mil, acreditamos que vai vir em boa hora, para essa moçada que está saindo da faculdade que tenha uma oportunidade barata, apoiada pelo Governo e com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil”, diz César Miranda.

Para a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Mato Grosso, Gisela Alves Cardoso, é a realização de um sonho entregar à jovem advocacia a oportunidade inicial de construir e estruturar a carreira.

“Essa linha de crédito, eu tenho certeza que vai ajudar muitos advogados e advogadas nesse início de carreira que não é fácil. Esse é só o começo, daqui a pouco podemos pensar em ampliar para outras linhas de crédito, explicou Gisela.

A OAB estima que, em média, 600 novos advogados por ano são inscritos na OAB–MT, tendo estes, a partir de agora, apoio para iniciar suas atividades advocatícias em um mercado cada vez mais competitivo.

Participaram da solenidade de assinatura o vice-governador do Estado de Mato Grosso Otaviano Pivetta, o secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, diretor de crédito da Desenvolve MT, Helio Tito Simões de Arruda, diretor de finanças da Desenvolve MT, Edgar Pacheco Pacheco e Souza da Silva, Giovane Santin, vice-presidente da OAB–MT, Max Ferreira Mendes, diretor tesoureiro da OAB–MT, Leopoldo Miranda, conselheiro estadual da OAB-MT e Carlos Eduardo Guerra Kneip, presidente da comissão da jovem advocacia da OAB-MT.

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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