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Estudantes do Liceu Cuiabano debatem sobre violência contra a mulher

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Oitenta estudantes do Colégio Liceu Cuiabano participaram, na noite de terça-feira (10), de rodas de conversa promovidas pelo projeto FloreSer, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso voltada à orientação e à prevenção da violência contra a mulher nas relações afetivas entre adolescentes. A atividade integra a programação do mês de março do Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra.O encontro foi conduzido pela psicóloga do Espaço Caliandra, Vastir Maciel, e pela assistente ministerial Maisa Magda Fernandes, do gabinete da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo da Violência Doméstica da Capital.“Falar sobre violência doméstica é fundamental para que os jovens consigam identificar comportamentos abusivos e construir relações baseadas no respeito e na igualdade. Muitas vezes, atitudes que parecem normais podem ser sinais de controle ou violência, e nosso objetivo é justamente promover essa reflexão”, destacou a psicóloga Vastir Maciel.Durante a atividade, foram abordados temas como igualdade de gênero, empoderamento feminino e as diferentes formas de violência praticadas contra mulheres e meninas nos relacionamentos afetivos. A proposta foi estimular os estudantes a refletirem sobre comportamentos que podem evoluir para as cinco formas de violência previstas na Lei Maria da Penha: psicológica, física, moral, patrimonial e sexual.Ao longo de todo o mês de março, o projeto FloreSer será levado a escolas públicas, em parceria com a rede estadual de educação, além de instituições privadas. Entre as unidades já atendidas estão o Sesi Escola e o Colégio Notre Dame de Lourdes. Nos dias 18 e 19 de março, o projeto estará no Sesi Escola de Várzea Grande.Além das atividades com estudantes, o Núcleo da Violência Doméstica também promoverá ações voltadas a empresas por meio do projeto “Por Elas e Por Nós”. Estão previstas palestras no Grupo Canopus, na manhã desta quinta-feira (12), e na Águas Cuiabá, no dia 20 de março.A assistente ministerial Maisa Magda Fernandes ressaltou que o diálogo dentro das escolas é uma forma de orientar os jovens e contribuir para a construção de relações mais saudáveis e respeitosas. “Quando os adolescentes compreendem desde cedo o que é violência e quais são seus direitos, tornam-se mais preparados para prevenir e enfrentar essas situações”, afirmou.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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