Mato Grosso
Extensão e cultura entram no currículo de todos os cursos da Unemat
Mato Grosso
Em 2025, as atividades de extensão, que promovem protagonismo dos estudantes em projetos, cursos e eventos de cunho esportivo, artístico, cultural e científico, passaram a integrar os currículos de todos os cursos de graduação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
“Quando assumimos, apenas cerca de 15% dos cursos executavam extensão de forma consistente. Hoje, 100% dos cursos da universidade possuem a creditação da extensão em seus currículos, com os 10% obrigatórios”, avaliou o pró-reitor de Extensão e Cultura, Everton Nascimento.
A política nacional de extensão, implementada desde 2012, o Plano Nacional de Educação de 2014 e a Resolução nº 7/2018, do Ministério da Educação (MEC), deixam claro que a extensão é uma dimensão formativa, com protagonismo do estudante e atuação fora dos muros da universidade, em interação direta com a sociedade.
Na Unemat, os números mostram um crescimento expressivo nas atividades extensionistas. Atualmente, são 745 projetos de extensão ativos. Somente em 2025, a universidade já ultrapassou 1.400 cursos e eventos de extensão, dos quais 996 correspondem a eventos realizados.
“Para efeito de comparação, há cerca de dez anos, a universidade não chegava a 100 projetos de extensão por ano. Hoje, a Unemat efetivamente faz extensão. O legado está em várias frentes: institucionalização, sistematização, ampliação de oportunidades, captação de recursos e, principalmente, a mudança de mentalidade”, avaliou o pró-reitor Everton Nascimento.
Além da institucionalização das ações de extensão, houve empenho para automatizar os processos. Todas as ações de extensão estão registradas no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).
Além disso, foi contratada uma plataforma específica para cursos e eventos, facilitando inscrições e emissão de certificados para os participantes da sociedade, com mais agilidade e automação (meuevento.unemat.br).
Mais do que apoiar, fomentar
Todos os anos, a Unemat lança novos editais, com 146 bolsas para estudantes e 14 bolsas para profissionais, além da Bolsa Cultura para músicos, fomentando a cultura musical no Estado.
O edital dos Jogos Universitários é outro destaque. Ele fomenta as atléticas dos cursos de graduação e funciona quase como uma política de permanência estudantil. Os jogos fomentaram o surgimento de atléticas em todos os campi.
Nos esportes, os investimentos somam, para o próximo ano, cerca de R$ 350 mil nos Jogos Universitários, beneficiando os 13 campi. Isso vem resultando em infraestrutura concreta, como a gaiola de atletismo (provas de arremesso) em Cáceres, quadras de areia em Nova Xavantina e equipamentos esportivos para todos os campi, além de eventos com até 17 modalidades, como em Tangará da Serra.
Também foi publicado edital específico para ações culturais, com sete grupos institucionais, entre orquestras, corais e baterias universitárias, distribuídos por vários campi. Iniciativas que atuam regionalmente e fortalecem a presença cultural da universidade no Estado.
A extensão como dimensão formativa
A mudança de mentalidade se pauta nisso: entender a extensão como processo formativo que tem como objetivo ampliar a interação da Unemat com a sociedade. A extensão contribui tanto para a formação pessoal quanto profissional do estudante.
“Hoje, a extensão é compreendida como parte essencial da formação universitária. O estudante é protagonista, atua junto à sociedade, entende melhor seu papel profissional e social. A universidade passa a ser, de fato, um espaço vivo, conectado com as demandas reais da sociedade, promovendo uma interação dialógica direta. Esse é o maior ganho”, conclui Everton Nascimento.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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