Mato Grosso
Governo de MT abre licitação para duplicar anel viário de Rondonópolis
Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso abriu licitação para contratar a empresa que vai realizar as obras de duplicação do Anel Viário Conrado Salles de Brito, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Com um investimento estimado em R$ 75,2 milhões, serão duplicados 16 quilômetros deste trecho da MT-483.
A obra está dividida em dois lotes, sendo que o primeiro compreende o trecho de 10 km entre a BR-364 e a MT-130, na saída para Poxoréu, enquanto o segundo vai da MT-130 até a MT-270, na saída para Guiratinga, com 6 km.
Também serão executadas as duplicações de duas pontes da rodovia. Uma está contida no primeiro lote e contempla o Córrego Lajeadinho, com 30 metros. A outra está no segundo lote, sobre o Córrego Arareau, com 65 metros.
A escolha por dividir a obra em dois lotes foi para garantir uma maior agilidade na execução da obra. Desta forma, duas empresas diferentes poderão trabalhar, uma em cada trecho.
A licitação é realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e está marcada para o dia 4 de março, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag).
Rondonópolis é conhecida como a capital nacional do bitrem. A cidade está localizada no entroncamento da BR-163 com a BR-364, duas das principais rodovias federais para o escoamento da produção agrícola. Além disso, a partir da cidade saem rodovias estaduais em direção a outros municípios mato-grossenses.
A cidade ainda conta com um terminal ferroviário. O intenso tráfego de caminhões aumenta a importância do Anel Viário e a duplicação tem o objetivo de aliviar o trânsito de veículos pesados na região central.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos
“Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.
Inspiração e metodologia
O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.
O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.
Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.
A voz que não se cala
Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”
Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.
Sobre a capacitação
A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.
O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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