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Hospital Regional de Cáceres amplia número de profissionais, leitos e cirurgias

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O Hospital Regional de Cáceres e seu anexo, unidades da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), terão ganhos em capacidade e eficiência operacional sob administração da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir). Os estudos técnicos projetam metas para maximizar o uso da estrutura, como a ampliação do número de leitos e de cirurgias.

A organização foi contratada em chamamento público para a implantação de um modelo focado em alta resolutividade e integração tecnológica.

Este edital de chamamento público apresentou como diferencial a adoção de processo seletivo com filtro técnico qualificado, no qual o julgamento das propostas foi realizado exclusivamente pelo critério de melhor técnica, mediante atribuição de notas a quesitos objetivos e qualitativos previamente definidos.

Após período de administração conjunta com Comissão de Transição da Gestão do Contrato de Gestão, da SES, para garantir a continuidade e a regularidade dos serviços assistenciais, a Agir assumiu oficialmente a unidade nesta sexta-feira (20.2).

“A contratação da Agir para gerenciar o Hospital Regional de Cáceres não foi aleatória. O modelo de gestão permite maior autonomia administrativa e agilidade na aquisição de insumos. A meta é aumentar de 10% a 15% a capacidade cirúrgica, para reduzir em 30% a demanda reprimida da região por meio de agendamentos otimizados”, explicou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Conforme o secretário adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Juliano Melo, o contrato de gestão com a Agir impõe rigorosos controles de integridade, com a implantação em até 180 dias de programas de compliance (práticas que garantem o cumprimento das leis) e combate ao assédio moral e sexual.

“O índice de satisfação do usuário terá que ficar acima de 90% e a organização deverá ampliar os programas de residência médica e multiprofissional, transformando a unidade em um hospital de ensino”, afirmou.

Segundo a superintendente de Gestão de Parcerias Hospitalares da SES-MT, Elaine Morita, o complexo possui hoje 250 leitos ativos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 146 na Unidade I, especializada em urgência, trauma e oncologia, e 104 na Unidade II, anexo que é referência materno-infantil.

“A unidade terá, ao todo, 320 leitos sob a administração da Agir e passará a contar com um giro de leitos mais eficiente também. A gestão deve manter uma taxa de ocupação hospitalar de, no mínimo, 85%, com a redução do tempo médio de internação para 5 dias, otimizando a rotatividade sem comprometer a segurança”, informou.

A contratação da organização social traz ainda obrigatoriedades tecnológicas que garantem a transparência pública, como a Gestão Digital e o uso do AGHUse (Sistema de Gestão em Saúde) e da metodologia DRG (Diagnosis-Related Groups) para prever resultados assistenciais e custos com precisão.

O programa Saúde Digital Mato Grosso será utilizado para a realização de teleconsultas e telerregulação, com no mínimo duas horas diárias de atendimento remoto por especialidade.

A Agir ainda terá que promover a Autópsia Minimamente Invasiva (AMI), uma inovação no serviço de verificação de óbitos utilizando tomografia e biópsias guiadas, reduzindo causas de morte mal definidas na região.

Ampliação e valorização da mão de obra

Um dos maiores diferenciais e vantagens da contratação da Agir é a robusta ampliação do quadro de profissionais, essencial para sustentar a expansão dos serviços especializados.

A transição do modelo de gestão direta para a operacionalização por meio da organização social trará um ganho quantitativo e qualitativo imediato na força de trabalho, com aumento de 62% o quadro de pessoal e diminuição da rotatividade dos profissionais, garantindo a continuidade do cuidado ao paciente.

O quantitativo atual de 744 funcionários com contratos temporários pela SES será ampliado para 1.206 profissionais contratados via regime CLT pela Agir.

“O acréscimo de 462 profissionais é fundamental para operacionalizar os 320 leitos totais do complexo e permite a formação de equipes altamente especializadas dedicadas exclusivamente às novas habilitações de alta complexidade, como a oncologia”, acrescentou Elaine.

Mais boas notícias para o Hospital Regional de Cáceres

A Agir vai implementar a assistência oncológica de alta complexidade, incluindo quimioterapia e cirurgias especializadas, e o hospital será retaguarda em nefrologia, com a oferta de Terapia Renal Substitutiva (TRS) e hemodiálise à beira do leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A unidade prestará assistência referenciada 24 horas para casos de alta complexidade em traumato-ortopedia e neurocirurgia. Além disso, a gestão vai implantar novos serviços como a cardiologia intervencionista: operacionalização de serviços de hemodinâmica para cateterismos, angioplastias e implante de marcapassos.

O anexo do hospital terá a Rede Alyne e a Rede Cegonha, de assistência à gestação de alto risco, garantindo cuidados intensivos desde o pré-natal até o pós-parto, além da estruturação do serviço de captação e processamento de leite humano para bebês prematuros. Também será implantado o serviço de ressonância magnética.

Fonte: Governo MT – MT

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Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já

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Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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