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“Integração entre Corpo de Bombeiros e Samu agiliza atendimento e aumenta chance de sobrevida”, afirma comandante-geral

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O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, afirma que a integração entre a corporação e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por meio do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, garante respostas mais rápidas nas emergências, com regulação médica unificada e atuação coordenada entre as equipes. Ele destaca que esses fatores garantem mais eficiência e aumentam a chance de sobrevida de quem precisa do atendimento.

“Ao oferecer o serviço de forma mais capilarizada na Capital, passamos a atender com mais rapidez, reduzindo o tempo de resposta. Isso faz muita diferença na sobrevida das vítimas. Além disso, o maior ganho dessa integração é o fato de que o médico que regulava as viaturas do Samu agora também regula as do Corpo de Bombeiros Militar. Passamos a ser um dos poucos estados com atendimento pré-hospitalar totalmente regulado. Ou seja, todo com supervisão médica, como a lei manda”, explica o comandante, em sua participação no podcast MT Conectado, produzido pelo Governo de Mato Grosso.

O 65º episódio do programa traz uma entrevista exclusiva com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros , que aborda, ainda, outros temas estratégicos para a segurança pública, como os investimentos para fortalecer a corporação e as ações preventivas contra incêndios florestais, com destaque para a redução significativa nos registros de focos em 2024.

O comandante ressaltou o planejamento antecipado, a mobilização das equipes e o papel fundamental da sociedade na preservação ambiental. Para 2025, está previsto um investimento recorde de R$ 125 milhões nas ações de combate a incêndios florestais e ao desmatamento ilegal.

Confira o podcast completo:

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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