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Mato Grosso inaugura escritório em Xangai para fortalecer relações comerciais com a China

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Com o objetivo de fortalecer ainda mais as relações comerciais com o principal parceiro internacional do Estado, foi inaugurado, neste sábado (8.11), o escritório da Invest MT – Agência Mato-grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade, em parceria com o Governo de Mato Grosso, em Xangai, na China.

A nova unidade funcionará no Brazil Center, um centro empresarial que reúne companhias e instituições brasileiras em uma das regiões mais estratégicas do país asiático, onde está localizado o maior porto do mundo em movimentação de contêineres.

Durante a inauguração, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou a importância da parceria entre Mato Grosso e a China e o papel do novo escritório na consolidação das relações bilaterais.

“Nós temos excelentes relações diplomáticas e comerciais com a China, construídas pelo governo brasileiro e o governo chinês. A China é o nosso grande parceiro comercial e é aquele que anda lado a lado com Mato Grosso na busca dos mesmos objetivos: produção sustentável, produtos de qualidade e com preços justos”, afirmou.

O espaço servirá como ponto físico de apoio às ações já desenvolvidas pelo Governo do Estado e pela Invest MT para promover investimentos e ampliar oportunidades de negócios entre Mato Grosso e a China.

O diretor-presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, explicou que o escritório em Xangai será um ponto estratégico para aproximar investidores chineses das oportunidades oferecidas por Mato Grosso em diversos setores da economia.

“Esse escritório passa a ser um ponto de conexão entre o dinamismo econômico da China e as inúmeras oportunidades que o nosso Estado oferece nas áreas do agronegócio, mineração, energia, tecnologia, madeira e outros”, destacou.

Somente entre janeiro e outubro de 2025, a China respondeu por 44% das exportações do Estado, o equivalente a US$ 10,8 bilhões, um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do ComexStat. Os principais produtos enviados foram soja (US$ 7,9 bilhões, 79,4%), carne bovina congelada (US$ 1,44 bilhão, 14,5%) e algodão (US$ 174 milhões, 1,7%).

Representando o setor industrial, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, ressaltou que a presença física em Xangai é uma oportunidade para ampliar o escopo das exportações mato-grossenses, agregando valor à produção local.

“A China hoje é o principal destino das exportações agropecuárias de Mato Grosso e com certeza nós devemos fazer um trabalho para que não seja apenas agropecuária, mas também de produtos industrializados no futuro. A indústria mato-grossense busca parcerias que gerem valor compartilhado, combinando eficiência produtiva, tecnológica e sustentabilidade”, pontuou.

Ao encerrar a cerimônia, o secretário César Miranda reforçou que o escritório em Xangai simboliza a presença e os valores de Mato Grosso no cenário internacional.

“Esse escritório será a representação de todos os mato-grossenses e de todos os brasileiros que tiverem os mesmos propósitos de Mato Grosso: falar a verdade, negociar com honestidade e trazer cada vez mais e melhores produtos. Mas, principalmente, vai ser a casa de todo empresário chinês que quiser ir para Mato Grosso”, concluiu.

A inauguração contou ainda com a presença de representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Associação das Empresas Cerealistas de Mato Grosso (Acemat), MT Participações e Projetos S.A. (MT Par), Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), Grupo de Líderes Empresariais de Mato Grosso (LIDE-MT), Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), MT Gás, Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (ZPE Cáceres), além de prefeituras e outras autoridades locais.

Fonte: Governo MT – MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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