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“Morávamos na zona rural, utilizávamos o mesmo transporte escolar e nos tornamos amigos”, lembra noiva

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Mais de 900 casais de Mato Grosso transformam histórias de superação, reencontros e fé em um compromisso oficial no Casamento Abençoado. Neste domingo (22.2) , no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá, 600 casais participaram da cerimônia, outros 300 terão continuidade no processo de regularização da sua união.

Promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e da Unidade da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), com o objetivo de garantir a oficialização da união civil para casais em vulnerabilidade social. A cerimônia, idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, foi marcada por histórias e declarações de amor.

Ângelo Paes, de 21 anos, e Adriane da Silva Paes, de 24 anos, moradores do bairro Pedra 90, em Cuiabá, consideram que a iniciativa do Governo do Estado ao promover o Casamento Abençoado é muito importante.

“Eu já tinha ouvido falar do Casamento Abençoado antes, mas pensava que tinha de contribuir com alguma coisa, com algum valor. A gente já tinha a intenção de casar no cartório e como teve essa oportunidade, uniu o útil ao agradável. Essa iniciativa é muito importante, especialmente para quem não está em condições de gastar”, explica Ângelo.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

O casal se conheceu há pouco mais de um ano, por intermédio do irmão de Adriane, que os apresentou.

“Foi amor à primeira vista. Eu conhecia o irmão dela, que é o meu melhor amigo, há alguns anos, mas nunca tinha visto a Adriane. Logo que eu a vi, mandei mensagem e a chamei para sair. Duas semanas depois, pedi para namorarmos. Em quatro meses, construímos nossa casa e fomos morar juntos. Quando eu a vi, sabia que ela era a mulher da minha vida. Não tinha mais o que procurar. Era ela mesmo”, conta Ângelo.

Adriane diz que o marido é um homem muito decidido e esforçado. “Também me apaixonei imediatamente por ele. Nossos planos são casar na igreja, terminar a nossa casa, ter filhos e construir uma família”, salienta.

Durante este ano que estão juntos, o casal já passou por várias provações. Ângelo, que trabalha como Uber Moto, sofreu dois acidentes no período. “Estou me recuperando do meu segundo acidente. Na semana retrasada, eu quebrei a clavícula. Vim com a tipoia, mas não podia deixar de casar. Ela está sempre ao meu lado, fortalecendo a união e o companheirismo. Acho que já estava tudo certo para acontecer assim”, comemora Ângelo.

Gustavo Souza, de 22 anos, e Tainara Rodrigues de Souza, de 21 anos, moradores de Jaciara (146 km de Cuiabá) ficaram sabendo pela tia de Tainara sobre o Casamento Abençoado. Ela incentivou os sobrinhos, falando para eles se inscreverem e oficializarem a união.

“Nos conhecemos pela internet, pelo Instragram. Nós dois morávamos em Jaciara, mas nunca tínhamos nos visto. Começamos a conversar e marcamos encontro em um show. Depois, eu vivia na casa dele e resolvemos morar juntos. Temos um filho, o Miguel, que está de aniversário hoje, completando um ano. Nós já brigamos muito, mas conversamos e tomamos a decisão de ficar juntos e formar uma família. O dia de hoje representa a realização de um sonho”, destacam.

Crédito: Kawê Pires/Setasc-MT

Também para os chapadenses Carlos Henrique, de 33 anos, e Deuzinete Cristiano, de 31 anos, oficializar a união é a realização de um sonho.

“A gente se conheceu na escola, em 2010. Morávamos na zona rural, utilizávamos o mesmo transporte escolar e nos tornamos amigos. Mudei para Cuiabá e, depois de alguns anos, começamos a namorar. Em 2020, com a pandemia de Coronavírus, perdi o emprego e o Carlos me chamou para morar com ele em Chapada dos Guimarães. Eu aceitei e estamos juntos até hoje. Somos muito felizes. Deus me presenteou com um marido maravilhoso. Nunca pensei em casar, mas Deus prepara as coisas para a gente”, afirma Deuzinete.

Carlos conta que era muito tímido e que foi a esposa que tomou a iniciativa. “Eu me apaixonei quando a vi entrar no ônibus. Mas foi ela quem me pediu em namoro. Também foi ela que soube das inscrições para o Casamento Abençoado. A Deuzinete é uma esposa maravilhosa. Sou muito feliz com ela. Para mim, este dia representa alegria. Foi a minha melhor decisão”.

Crédito: Kawê Pires/Setasc-MT

De acordo com Deuzinete, a realização do Casamento Abençoado beneficia a população. “Especialmente pela questão financeira para quem não tem como bancar as custas de um casamento no cartório e mais uma festa dessas, desse tamanho. Esse é um dia de felicidade. É um sonho casar de branco. Hoje estou realizando o sonho da minha mãe e do meu pai, pois sou a única filha deles. Casamento é comunhão com Deus e fortalece a nossa família”, celebram os recém-casados.

Fonte: Governo MT – MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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