Mato Grosso
Pesca esportiva atrai público diverso e ganha força entre mulheres em Mato Grosso
Mato Grosso
Mato Grosso vem conquistando um público cada vez mais diverso na pesca esportiva, e as mulheres têm marcado presença nesse cenário. Em Barão de Melgaço, uma das dez cidades mais favoráveis à prática no país segundo a 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado do Turismo (BIMT), um grupo de 40 mulheres, de diferentes idades e origens, se reuniu às margens do Rio Cuiabá para participar de uma experiência exclusiva de pesca feminina.
A empresária Aline Degani, idealizadora do evento ‘Elas no Pantanal’ que, desde 2022, promove encontros de pesca esportiva exclusivos para mulheres no Pantanal mato-grossense, conta que transformou em projeto o desejo de muitas mulheres: participar de eventos de pesca esportiva em um espaço pensado exclusivamente para elas.
“Eu amo pescar. Eu morava em fazenda, tinha uma represa e pescávamos lá. Mas nas reuniões de pesca masculina nunca havia espaço para nós. Então comecei a reunir amigas que também tinham vontade de pescar. Uma foi chamando outra, publiquei no Instagram, e mais mulheres apareceram. Assim nasceu o Elas no Pantanal”, conta.
Durante os 2 dias de pescaria, as mulheres puderam pescar espécies como pintado, dourado, cachorra, jaú e piraputanga, além de também observar a fauna típica da região, como tuiuius, jacarés, capivaras e aves nativas.
Para algumas, o evento significou ocupar um espaço por muito tempo visto como masculino. Para outras, como a paranaense Isabela Branco, que viajou 1.600 km para participar, foi a chance de viver uma experiência inédita. Acostumada a pescar com vara de bambu em açudes, destacou a diferença da experiência.
“Nunca havíamos participado de um evento assim de pesca esportiva. Eu achei muito legal, valeu muito a pena”, afirma, ao contar que ficou encantada com jacarés, capivaras e macacos vistos de perto.
Há também quem já tenha transformado o encontro em tradição, como a Érica Andreola, de Nova Mutum, que participou pela terceira vez.
“Aqui a gente é só mulher. A gente deixa de ser esposa, mãe, deixa o trabalho lá e fica só a gente. Cada pescaria é uma história, uma experiência nova, um lugar diferente. É muito lindo.”
A secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Maria Letícia Costa, também vivenciou a experiência de perto. Para ela, iniciativas como o Elas no Pantanal se somam às políticas públicas que têm fortalecido o turismo de pesca em Mato Grosso.
“Participar deste encontro foi uma experiência enriquecedora. Acompanhei de perto a alegria das mulheres que vieram de diferentes lugares, cada uma com sua história, mas todas unidas pelo desejo de pescar. A estrutura da pousada e a organização do evento mostram que Mato Grosso está preparado para receber bem esse público. Com a Lei do Transporte Zero, conseguimos assegurar a preservação da nossa biodiversidade e, ao mesmo tempo, abrir novas oportunidades para a pesca esportiva, que hoje é um atrativo consolidado do Estado”, disse a secretária.
De acordo com a Associação Mato-grossense de Ecoturismo e Pesca Esportiva, o setor cresceu até 40% nos últimos dois anos, impulsionado pela abertura de pousadas, marinas e empreendimentos especializados. Desde 2024, a Lei do Transporte Zero contribui para o avanço da pesca esportiva e preservação das espécies dos rios de Mato Grosso.
A organizadora do encontro, Aline Degani, lembra o objetivo central do evento: reforçar o caráter esportivo da prática.
“Nós temos uma política de pesque, fotografe e solte. Quem pesca aqui não pode abater nem mesmo os peixes que a lei permite. Todos os peixes servidos na pousada vêm de tanques. A gente gosta de lembrar que pesca é esporte, não caça”, reforça.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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