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Polícia Civil intensifica combate a facções e bate recorde de operações nas unidades especializadas

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As delegacias que compõem a Diretoria de Atividades Especiais (DAE) da Polícia Civil de Mato Grosso intensificaram, em 2025, as ações de combate às facções criminosas. De primeiro de janeiro até a primeira quinzena de dezembro, foram realizadas 143 operações pelas delegacias que compõem a DAE, 19% a mais do que o todo o ano de 2024 e o maior número de operações em um ano da história da diretoria.

Somente contra facções criminosas foram realizadas 53 operações, que resultaram na apreensão de R$ 1.552.367 em espécie, 13 armas e 46 veículos, 212 presos por mandados e 44 pessoas presas em flagrante, e no bloqueio de R$ 24.107,990,06.

As ações fizeram parte das Operações Tolerância Zero e Inter Partes, ações contínuas do Governo do Estado deflagradas com objetivo de desarticular a atuação das facções criminosas em Mato Grosso e investigar o crime de lavagem de dinheiro dentro das organizações criminosas.

Recorde
O ano de 2025 foi de recorde em vários pontos para a Diretoria de Atividades Especiais. Somente em bloqueios de bens (dinheiro em conta, móveis e imóveis) houve um crescimento de 4.977% em 2025, subindo de R$ 65 milhões para R$ 3,3 bilhões. Também foram apreendidos 73 carros.

Houve ainda aumento de 300% nas apreensões de drogas, que passaram de 3 para 12 toneladas, de 2024 para 2025. Somadas todas as delegacias, foram apreendidas 52 armas, o que simboliza um aumento de 73% em comparação com o ano anterior.

Ainda foram apreendidos quase 8 toneladas de pescado ilegal, um crescimento de 3.900%, e 881.756 m³ de madeira ilegal, um aumento de 31,61%, quando comparados com 2024.

As delegacias que compõem a DAE também ajuizaram 647 representações judiciais (64% a mais do que em 2024), instauraram 1.411 inquéritos (aumento de 11%) e concluíram 2.092 procedimentos, um aumento de 40%.

O delegado Cláudio Álvares Sant’Ana, diretor de Atividades Especiais, atribui os números tão expressivos a três motivos: o uso da tecnologia, o acompanhamento em tempo real das unidades, com alinhamento com os titulares, e o foco no lado operacional.

“Nós estamos utilizando a tecnologia a nosso favor. Foram criados painéis digitais em que eu tenho monitoramento diário de toda a produtividade de cada unidade da Diretoria de Atividades Especiais. A partir desse monitoramento, a gente consegue ver onde estão os pontos fortes e onde a gente precisa melhorar em cada unidade”, explicou o diretor de Atividades Especiais.

Durante todo o ano, foi realizado acompanhamento mês a mês com os titulares das delegacias, aliado ao uso da tecnologia. Para o delegado Cláudio Álvares Sant’Ana, os resultados demonstram que as ações estratégicas da Diretoria foram um caminho que deu certo.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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