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Polícia Civil prende casal foragido por homicídio e tráfico de drogas em Bom Jesus do Araguaia

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A Polícia Civil prendeu, na tarde dessa quinta-feira (8.1), em Bom Jesus do Araguaia, um casal foragido da Justiça. As prisões fazem parte da Operação Amon e foram realizadas pelo Núcleo de Inteligência Regional de Vila Rica, em conjunto com a Delegacia de Santa Cruz do Xingu e com apoio do Núcleo da Polícia Militar de Bom Jesus do Araguaia.

A ação teve início após a Polícia Civil receber informações de que um homem de 24 anos e uma mulher de 32 anos, ambos com mandados de prisão em aberto, ele por homicídio e ela por tráfico de drogas, estariam escondidos em Bom Jesus do Araguaia.

As equipes policiais iniciaram vigilância em um imóvel localizado na região central do município e, durante o monitoramento, o suspeito foi localizado e detido com apoio da Polícia Militar. Na sequência, a mulher tentou fugir para o interior da residência, mas foi acompanhada e presa pela Polícia Civil.

No local, os policiais encontraram pequenas porções de drogas, que estavam à vista, além de aparelhos celulares, que foram apreendidos. O suspeito preso informou ainda que havia rompido a tornozeleira eletrônica, apresentando o equipamento aos policiais.

Na residência haviam crianças, filhas da mulher presa, que foram entregues ao Conselho Tutelar, garantindo a proteção dos menores. Após os procedimentos legais, os foragidos foram conduzidos a Alto Boa Vista e apresentados à autoridade policial para as providências cabíveis.

A Operação Amon tem o objetivo de localizar e capturar foragidos, reforçando o compromisso das forças de segurança com a ordem pública e a segurança da população.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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